A atividade preferida de Vanessa de Oliveira Stecanella, 11 anos, são as aulas de informática. Já a amiga Erica Aparecida Belasco da Silva, 11, prefere jogar futebol.
  Ambas participam do Peti desde o ano passado e encontraram no programa uma alternativa para deixar a rua. ‘‘Antes a gente saía da escola, ia direto para casa e depois de terminar o serviço não tinha nada para fazer’’, conta Vanessa. ‘‘Algumas vezes a gente juntava a meninada na rua e ficava brincando’’, completa. Para Erica, brincar no Cais ‘‘é mais legal porque tem mais crianças’’.
  Vanessa também acha o programa,‘‘muito educativo’’. ‘‘Nunca tive aula de computação antes e já na primeira aula bateu o gosto pela informática’’, diz. Já Erica gosta mesmo é de praticar esportes. ‘‘Já jogava futebol na escola, além disso futebol é um esporte legal, em que a gente corre e faz exercício.’’
  Alan Ezequiel de Couto, 14, está inserido no Peti desde os 12 anos. Para ele, o que mais modificou sua vida depois de entrar para o programa foi a educação. ‘‘Antes, eu vivia na rua e não ligava muito para o que os outros pensavam. Agora aprendi a respeitar mais as pessoas’’, declara.
  Ele iniciou as atividades como ouvinte e logo em seguida foi chamado para participar ativamente das aulas. Suas preferidas são capoeira e esportes. ‘‘Agora, eu tenho um lugar seguro para brincar’’. (M.G.)

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