Caic faz eleição para escolher diretor
Telma Elorza
De Londrina
Embora tumultuada nos últimos dias graças a divergências entre dois grupos opositores, a eleição para escolha do novo diretor-geral do Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic) Dolly Jess Torresin, na zona sul de Londrina, transcorreu ontem sem problemas. Coordenada pela Comissão do Processo de Consulta, composta por membros da Secretaria Municipal de Educação, a votação durou todo o dia, das 10 às 20 horas, sem registrar nenhum incidente. Até o fechamento desta edição, a apuração não havia começado.
De acordo com a presidente da comissão, Quinha Canesin, foram destacadas cinco pessoas da Secretaria para acompanhar o processo, além de dois fiscais indicados pelos candidatos. Devido a tensão dos últimos dias, estávamos esperando mais agitação. Mas até o momento, o processo está bastante calmo e muito participativo, afirmou. Segundo ela, estavam aptos para votar 174 funcionários e professores, efetivos ou não. Destes, 136 são funcionários da Prefeitura Municipal de Londrina e 43 do Estado. A diferença na somatória aconteceu porque cinco funcionários têm dois padrões, atuando tanto no Estado como no município, explicou.
O clima de tranquilidade no pleito se estendia aos dois candidatos, Amauri
Cardoso, atual diretor-geral do Caic; e Márcia Maria Lopes, professora de Educação Artística da unidades. Ambos estavam confiantes no resultado. Mesmo que eu perca, saio vitoriosa. Se 30 ou 50 pessoas votarem em mim, são 30 ou 50 pessoas que estão descontentes com a atual administração, o que prova que as coisas aqui não estão a mil maravilhas como o diretor prega, analisou. Embora não escondesse a insatisfação com a antecipação da eleição, Márcia diz que não esperava outro clima senão o de tranquilidade. Em nenhum momento, eu quis a discórdia. Eu me pautei na seriedade, na proposição de mudanças, não na provocação, disse.
Segundo Márcia, o pouco tempo que teve para divulgar suas propostas deve prejudicá-la no resultado das eleições. Embora trabalhe aqui desde a fundação do Caic, há dois anos e meio, sempre fiquei em sala de aula, trabalhando com meus alunos e não me projetando politicamente, afirmou.
Para Cardoso, foi a antecipação do pleito e sua limitação aos funcionários e professores do Caic que garantiram a tranquilidade. Recentemente, a população da região passou por dois processos eleitorais muito acirrados, com a eleição do Conselho de Mulheres e Associação de Bairros. E o clima andava ainda meio tenso, afirmou.
Segundo ele, uma das principais reclamações da adversária, a de que a comunidade ficou de fora do processo, não confere. Para ele, a comunidade está representada na figura dos funcionários. Os funcionários são pais de alunos do Caic e residem na área de abrangência do Caic.





