Da Sucursal

Albari RosaHervé Guenel, da Aliança Francesa de Curitiba: aumento óbvio no ano passadoO anúncio da instalação da montadora Renault em Curitiba em março do ano passado intensificou a procura por cursos de francês. De imediato, a notícia representou para os curitibanos nova oportunidade de emprego, que seria facilitada pelo domínio da língua. Passado o momento de euforia, o movimento nas escolas de francês caiu e o número de alunos inscritos neste ano em algumas escolas é igual ao de anos anteriores.
Na Aliança Francesa, o movimento aumentou cerca de 15% depois que foi confirmado que a Renault viria para o Paraná, afirma a coordenadora pedagógica da escola, Consuelo Cominese. Segundo ela, neste ano há 18 turmas do curso básico - número igual ao do mesmo período do ano passado. A Aliança tem cerca de 300 alunos iniciantes.
O diretor da Aliança Francesa, Hervé Guenel, afirma que não tem como medir o impacto da instalação da Renault nas matrículas mais recentes da escola. ‘‘Depois da notícia, no ano passado, o aumento foi óbvio. Não perguntamos aos novos alunos o motivo que o trazem à escola’’.
A animação dos curitibanos pelos cursos de francês também perdeu fôlego no Centro de Línguas da Universidade Federal do Paraná. A coordenadora do centro, Lúcia Sherem, conta que a procura por informações sobre os cursos foi grande imediatamente depois que a Renault confirmou a instalação no Paraná.
Lúcia destaca que a normalização da demanda ocorreu porque as pessoas analisaram melhor a necessidade de aprender francês para disputar uma vaga na Renault. ‘‘Conhecer a língua não é fator determinante para conseguir uma vaga na empresa. Primeiro, a pessoa tem de ter um currículo que interesse ao empregador’’, argumenta a professora.
Para atender o crescimento da demanda, o Centro Europeu abriu no ano passado cursos intensivos de francês para estudantes de Engenharia Mecânica. Segundo a diretora geral do Centro Europeu, Mirian Basse, a procura pelo curso aumentou.
MercosulO francês foi por muito tempo a segunda língua mais procurada nas escolas de idiomas. Hoje a realidade é outra, e o francês perde lugar para o espanhol, que fica atrás somente do inglês, imbatível.
Para a coordenadora do Centro de Línguas da UFPR, a maior procura pelos cursos de espanhol ocorreu porque os brasileiros se conscientizaram de que apenas falar portunhol não resolve. ‘‘Os brasileiros querem se aproximar dos países vizinhos. O Mercosul também estabeleceu esta necessidade’’, explica Lucia.
A procura por alemão vem se mantendo estável nos últimos anos. No Instituto Goethe, desde 1990, o número de alunos oscila entre 600 e 700, segundo a secretária do Departamento Linguístico, Mônica Fast. No Centro de Línguas da UFPR, o movimento também permanece estável e o alemão é a quarta língua mais procurada.
O italiano é o quinto idioma mais procurado nas escolas. ‘‘Esta é uma língua mais do coração, dos descendentes de italiano’’, diz a diretora do Centro Europeu, Mirian Basse.

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