Cai o número de crianças desaparecidas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de outubro de 1997
Cristine Pieske 
Curitiba
O número de crianças desaparecidas no Paraná diminuiu no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado. Desde janeiro até agora, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), da Polícia Civil, registrou o desaparecimento de 42 crianças - número que chegou a 133 casos em todo o ano passado. A maior razão para esta diminuição, segundo o delegado titular do Sicride, Harry Carlos Herbert, são as campanhas de alerta e a distribuição de cartilhas com dicas sobre segurança pessoal.
O maior índice de desaparecimentos continua sendo registrado entre crianças de 9 a 12 anos, quase sempre vítimas de violência doméstica. A agressão física continua sendo a grande responsável pelo abandono da casa, afirma o delegado. Ao lado da violência, figuram na lista de causas de desaparecimentos problemas como a negligência material e os trabalhos forçados, casos em que os pais alugam os filhos para pedir esmolas e mendigar em determinadas regiões da cidade.
Os desaparecimentos comunicados ao Sicride costumam ser resolvidos, em média, em 24 horas após o registro da queixa. O delegado Herbert afirma que as campanhas de orientação junto aos pais, que recomendam o registro oficial dos filhos, e a identificação do tipo sanguíneo e características físicas, ajudam no processo de recuperação de crianças. A polícia alerta que os pais devem manter um controle rigoroso das amizades e dos hábitos dos filhos, evitando influências que possam provocar atitudes negativas.
No segundo semestre deste ano, o Sicride também lançou uma campanha dirigida às criancas, utilizando o personagem João Esperto da cartilha de orientação organizada pela Polícia Civil. O Sicride também intensificou o programa de palestras educativas nas escolas e centros comunitários, onde a presença do boneco João Esperto tem atraído a atenção das crianças.


