O índice de mortalidade infantil em Londrina caiu, em quatro anos (de 1992 a 96), de 19,14 para 13,40 mortes em cada mil nascidos vivos. A informação foi divulgada ontem pelo prefeito Luiz Eduardo Cheida e é resultado de um levantamento feito pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS). O prefeito credita este baixo índice (a média nacional é de 39 mortes de bebês até um ano de idade para cada mil nascidos) a um conjunto de fatores que incluem desde atendimento nos postos de saúde até medidas de saneamento, com a construção de rede de esgoto na zona sul.
Na opinião do prefeito, o índice de mortalidade infantil é um dos mais importantes atestados de qualidade de vida de uma população. ‘‘Quanto menor a taxa de mortalidade, maior a qualidade de vida’’, afirma. Ele observa que o índice no Município é menor que o do Estado, que está em 29 mortes para cada mil nascidos vivos. ‘‘Ainda estamos longe do Japão, que registra apenas quatro mortes, mas o índice em Londrina é bastante reduzido’’, comenta.
Luiz Eduardo Cheida observa que a redução na mortalidade foi propiciada por medidas curativas, como atendimento a gestantes e crianças nos postos de saúde de hospitais municipais. Mas destaca os programas preventivos como o principal fator para se chegar a este índice. E cita como exemplo o programa Médico de Família, que proporciona atendimento mais humanizado a pacientes internados em casa. ‘‘Graças ao médico de família, o índice de mortalidade infantil na zona rural caiu de 32 para 3 por mil nascidos vivos’’, ressalta.
A construção de mais de 50 quilômetros de esgoto na zona sul, região com maior índice de mortalidade infantil, também contribuiu para reduzir a taxa. Segundo o prefeito, no conjunto União da Vitória (zona sul), o índice caiu de 52 para 12 mortes para mil nascidos vivos.
Entre as medidas de saneamento, Cheida destaca também a readequação do lixão, que antes era um foco frequente de doenças. ‘‘A saúde é um conjunto do bem-estar físico, mental, psicológico e social de um indivíduo’’, destaca.
Luiz Eduardo Cheida afirma que o grande desafio da próxima administração será reduzir ainda mais este índice. ‘‘Se a próxima administração consolidar e ampliar estas ações, daqui a alguns anos poderemos comemorar um índice ainda menor’’, acredita.
O superintendente da AMS, Sílvio Fernandes da Silva, diz que a implantação de vários programas do setor e, consequentemente, a redução na mortalidade infantil, foi possível graças à municipalização da saúde. ‘‘Antes da municipalização, o orçamento da saúde era de R$ 18 milhões, agora este valor subiu para R$ 80 milhões.’’
Sílvio Fernandes afirma que, com esses recursos, a Prefeitura passou a ter mais responsabilidade, como o pagamento mensal aos prestadores que fazem atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). ‘‘Mas sempre sobram recursos para utilizar nos projetos.’’ Além do programa Médico de Família, ele destaca a ampliação da área dos postos de saúde, que passou de sete mil metros quadrados para 15 mil metros quadrados.

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