Cai o câncer uterino entre presas
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segunda-feira, 03 de maio de 1999
Luciana Pombo 
(r)JU¯(r)FL¯
A Penitenciária Feminina de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, conseguiu diminuir a incidência de casos de câncer de cólo de útero em mulheres presas. Segundo o secretário estadual da Justiça e Cidadania, José Tavares, mais de 50% das mulheres presas em 1993 tinham câncer de útero por falta de exames de prevenção e tratamento adequado. As mulheres deixavam de fazer o exame por falta de possibilidade, medo ou desinformação, contou Tavares. Agora, de acordo com ele, o índice é de menos de 1%. Apenas duas mulheres, uma delas portadora do vírus HIV, têm câncer de útero.
A diretora da Penitenciária, Vera Lúcia Domingues dos Santos, confirma a redução. Segundo ela, há seis anos a penitenciária tem recebido a visita quinzenal de médicos ginecologistas, que fazem o exame preventivo e encaminham o material coletado para o Hospital de Clínicas. Todo o trabalho é feito em parceria com o hospital e com a Secretaria de Saúde, salientou Vera. Em casos de câncer, as presas podem ser encaminhadas para tratamento no Complexo Médico Penal e recebem todos os medicamentos necessários. Em 93, tivemos casos de presas que tiveram que passar por quimioterapia no Hospital Erasto Gaetner, contou a diretora. Agora não estamos mais precisando deste tipo de tratamento porque existe um trabalho de prevenção, afirmou.
Para intensificar o trabalho preventivo, a Penitenciária está encaminhando uma enfermeira para fazer uma especialização e estágio em hospital de Curitiba. Queremos que ela possa auxiliar na coleta de material, disse Vera. Uma médica ginecologista visita o local uma vez por semana para conversar com as presas e fazer os diagnósticos sobre doenças, quando necessários. Como recebemos presas novas, temos que fazer também com elas todos os exames preventivos, afirmou. Atualmente, a Penitenciária Feminina de Piraquara abriga 150 presas e 17 crianças, filhas das detentas.


