Paulo Pegoraro
De Cascavel
A Companhia Cascavelense de Transporte e Tráfego (CCTT), que remunera por quilômetro rodado as empresas exploradoras do transporte coletivo, está preparando uma campanha para estimular a utilização dos ônibus urbanos. O número de pagantes do transporte coletivo está caindo gradativamente em função do aumento do número de beneficiários das isenções de tarifa estabelecidas por lei, dificuldades econômicas enfrentadas pela população e também o subemprego e desemprego.
O presidente da CCTT, Bruno Reuter, disse que o número de pagantes de tarifa (R$ 0,80) havia chegado a 2 milhões mensais há dois anos, mas atualmente se situa na faixa abaixo de 1,8 milhão. A isenção contempla aproximadamente 30% de todos os usuários do serviço, compreendendo portadores de deficiências diversas, pessoas com mais de 65 anos e policiais militares. Eles são beneficiados por leis federal e municipal, que também contemplam 10 mil estudantes no município.
Todo o contingente isento ou que paga metade da tarifa representa ‘‘prejuízo’’ para a CCTT. O contrato com as duas empresas do setor garante remuneração de R$ 1,60 por quilômetro rodado pelos 110 ônibus à disposição, independente do número de passageiros. As empresas dividem mensalmente cerca de R$ 1 milhão.
Segundo Bruno Reuter, há necessidade de aumentar imediatamente o número de pagantes pelo menos em 5% porque a planilha de custos que estabelece a remuneração às empresas está inflacionada com altas de preços de pneus e combustíveis. Outra alternativa seria aumentar a tarifa, o que por enquanto é descartado.
Reuter garante que, embora nos horários de pico os ônibus trafeguem superlotados, há alternativas para atrair mais passageiros. A CCTT está mantendo contatos com empresas, principalmente indústrias, para que diferenciem horários de trabalho, evitando que funcionários não embarquem todos no pico do movimento.

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