Cai número de casos novos de dengue
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terça-feira, 28 de maio de 2002
Mônica Kaseker Equipe da Folha 
Curitiba - O crescimento da dengue no Paraná começou a desacelerar, segundo o boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde. Nesta semana aparecem 436 novos casos, quase 200 a menos do que o número registrado na semana anterior.
De acordo com o diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Antônio Carlos Setti, em duas semanas é provável que os boletins epidemiológicos mostrem apenas casos esporádicos, por causa da intensificação das ações de combate ao mosquito Aedes aegypt o transmissor da doença pelas prefeituras e a aproximação do inverno.
As regiões de Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina concentram 86% dos casos novos, com 383 ocorrências. Na região de Foz do Iguaçu, foram 153 novos casos, sendo 134 no município e o restante em outras cidades. Na região de Maringá foram 154 novos casos, sendo 43 no município e 90 em Sarandi e o restante em outras cidades. Na região de Londrina são 76 novos casos, sendo 51 no município.
O número total de casos de dengue no Estado já chega a 3.884, sendo que 88% dos doentes se contaminaram na cidade em que moram. No entanto, o número de casos importados, 360, é considerado muito alto pela secretaria. Em 2000 e 2001, 252 pessoas foram infectadas fora do Paraná. Esse é um dos motivos do surto. O caso importado e a incidência do mosquito transmissor são a combinação necessária para que a doença se alastre, explica Setti. Dos 125 municípios que têm dengue no Estado, apenas 61 tem casos autóctones.
O fluxo de exames enviados ao Lacen (Laboratório Central do Estado) já diminuiu muito. Apresentam redução os municípios de Foz do Iguaçu, Umuarama e São João do Ivaí.
A Secretaria da Saúde pretende fazer duas grandes ações de conscientização de prefeitos e conselhos municipais de saúde em agosto e novembro deste ano para que o trabalho de prevenção não seja interrompido nos períodos de menor incidência. Precisamos estar muito atentos nestes municípios com grande número de casos, pois no futuro o risco de novos tipos de vírus e da incidência da dengue hemorrágica é muito maior, alerta Setti.


