Cai número de atendimentos do Siate
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terça-feira, 17 de fevereiro de 1998
Cristine Pieske 
Albari RosaTempo livreCom a redução do número de chamados, bombeiros do Siate têm mais tempo para manutenção dos equipamentosO número de atendimentos a acidentados no trânsito em Curitiba, feito pelo Sistema Integrado de Atendimento a Traumas (Siate), diminuiu 25% desde que o novo código de trânsito entrou em vigor. Um comparativo feito pelo Corpo de Bombeiros durante o período de vinte dias anteriores à vigência do código e nos vinte dias posteriores revela que o número de solicitações de atendimento caiu de 350 para 261. Nos hospitais de pronto-atendimento, o quadro também se repete e os médicos observam até mesmo que as lesões provocadas por acidentes estão menos graves.
O secretário-geral do Siate, tenente Gabriel Mocelin, afirma que a nova lei regulando a velocidade dos veículos e o uso obrigatório de equipamentos de segurança é a principal razão da queda das estatísticas. Os motoristas ficaram mais atenciosos, e ao mesmo tempo deixaram de cometer abusos que sempre resultavam em acidentes graves, diz. Logo nos primeiros três dias de vigor do novo código, o número de atendimentos feitos pelo Siate chegou a cair até 40%, mas voltou a crescer em seguida. No início as pessoas ainda não conheciam os limites da nova lei e por isso estavam tomando muito mais cuidado no trânsito, afirma o tenente.
A redução dos acidentes já provocou até mesmo mudanças na rotina do Corpo de Bombeiros. O número de saídas diárias das viaturas do Siate - que atendem também ocorrências não relacionadas a acidentes de trânsito - baixou de 50 para 30 viagens, e vem permitindo que outras atividades sejam desenvolvidas pelos bombeiros. Pela primeira vez estamos conseguindo colocar o trabalho em dia, diz o tenente. Entre as atividades agora rotineiras estão os exercícios de treinamento e a manutenção constante das viaturas. Antes mal tínhamos tempo para pensar nestas coisas, diz.
No Hospital Evangélico, responsável pelo atendimento de pronto-socorro de grande parte dos acidentados no trânsito de Curitiba, o número de pacientes graves também diminuiu. O diretor clínico do Pronto-Socorro do hospital, Nicolau Gregori Czeczko, acredita que os novos limites de velocidade e o uso de cintos de segurança, propostos pelo novo código, sejam os principais responsáveis pela mudança. Segundo ele, os ferimentos mais graves e as mortes costumam acontecer quando o motorista abusa da velocidade e quando os equipamentos de segurança não estão sendo usados. A combinação destes dois fatores acaba fazendo com que mais de 50% das vítimas morram imediatamente após o acidente, antes mesmo de ter acesso ao atendimento médico, afirma.


