O índice de mortalidade infantil caiu em Londrina, de 14,19 (registrado em 2000) para 11,09 em 2001. O índice representa o número de mortes de crianças menores de um ano de idade para cada mil nascidos vivos. Os dados de 2001 são os menores registrados em toda história de Londrina.
No ano passado foram registrados 80 óbitos de crianças menores de um ano, enquanto em 2000 foram 116 mortes. A causa principal para os óbitos infantis, segundo o Núcleo de Informação em Mortalidade (NIM), foram as afecções perinatais, ligadas a gravidez, ao parto ou a problemas logo após o parto.
De acordo com o secretário municipal de saúde, Sílvio Fernandes, a redução da mortalidade infantil na cidade está relacionada com a melhoria na atenção básica no primeiro ano de vida da criança e com a humanização no atendimento à gestante. Ele também destaca a atuação de organizações não governamentais (ONGs), como a Pastoral da Criança, e ampliação de vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs neonatal). ‘‘A redução deve ser atribuída a um trabalho articulado entre a secretaria de saúde, hospitais e ONGs’’, afirmou.
Fazer o acompanhamento pré-natal significa boa saúde para os filhos e já virou rotina para a dona-de-casa Célia Aparecida da Luz, de 33 anos. ‘‘Tenho cinco filhos e sempre fiz pré-natal’’, disse. Ela mora no Jardim Itapoã, zona sul, região onde a mortalidade permanece alta, com um índice de 15,02.
As regiões que apresentaram maior queda na mortalidade foram a leste, de 14,4 em 2000 para 7,34 em 2001, e a zona rural, de 20,9 para 15,38. Na região norte a mortalidade caiu de 11,7 para 9,5; no centro de 12,3 para 10,96; e na região oeste de 15,2 para 10,95.

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