O índice de infestação do mosquito da dengue em Londrina, em novembro, caiu se comparado com o mesmo período do ano passado. O 4º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypty (Liraa) de 2016 apontou que o índice está em de 1,4%, bem abaixo dos 7,9% registrado em novembro de 2015.
O levantamento foi realizado entre os dias 7 e 11 de novembro. Foram inspecionados 8.969 imóveis em todas as regiões da cidade. A
A região central apresentou o maior índice de infestação. A cada 100 imóveis vistoriados, 2.25 estavam com focos positivos do mosquito transmissor da dengue, da zika vírus, a febre amarela e a chikungunya.
A segunda região com o maior índice é a Leste, com 1.67% de infestação; seguida pelos bairros da região sul, com 1.24%; da oeste com 1.16% e pela norte com 1.04%. "Embora o Ministério da Saúde considere o ideal abaixo de 1%, acreditamos que o resultado do quarto Liraa é extremamente satisfatório, pois continuamos fora do risco de epidemia. Além disso, começamos janeiro de 2016 com um índice de 8% e chegamos no inverno com 0,3%. Ou seja, o menor Liraa dos últimos anos", disse Gilberto Martin, secretário de Saúde de Londrina.
Segundo Martin, a infestação está dentro do nível de controlo, mas enfatizou que é importante a população continuar adotando práticas para evitar a proliferação do mosquito. Em 35% dos criadouros do mosquito foram encontrados em recipientes plásticos, garrafas e latas que estavam em um raio de até 50 metros em torno dos domicílios.
Os agentes de endemias perceberam uma mudança no perfil dos mosquitos encontrados nas regiões inspecionadas. Foi constatado uma presença maior do culex (pernilongo comum). "Isso significa que pode haver uma competição de espécies por território, onde o aumento da presença do culex traz um resultado positivo, porque nos dá mais tranquilidade para desenvolvermos as ações de controle de epidemia no município", explicou Elson Belisário, assessor técnico do setor de endemias.
Desde janeiro deste ano, a Secretaria de Saúde registrou 14.293 notificações e foram confirmados 5.134 casos. Outros 863 casos estão aguardando o resultado de exames de laboratório. Desde agosto foram notificadas quatro suspeitas de zika vírus. A secretaria ainda aguar dos resultados.
A secretaria de Saúde continua o trabalho educativo com a distribuição de panfletos e realização de palestras para incentivar e conscientizar as pessoas a utilizarem 10 minutos de seu dia para promoverem a limpeza dos quintais e residências. "Cada um deve fazer o que depende unicamente de nós. Vamos combater esses locais de reprodução do mosquito e eliminá-los, pois assim acabamos com o Aedes aegypti", afirmou Martin.

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