Café com bolor leva esteticista ao hospital
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 1998
Lucilia Okamura 
A esteticista Maria Donizete Rosa, de Londrina, pretende entrar na Justiça com uma ação de indenização contra o grupo Damasco, responsável pela fabricação do Café Graciosa. Ela afirma que, em novembro, tomou o café, sofreu intoxicação alimentar e depois descobriu que o produto estava com bolor.
Maria Donizete conta que no dia 17 de novembro comprou um pacote de café Graciosa e que, na hora do almoço, em sua casa, preparou e tomou algumas xícaras do produto. Senti um gosto estranho, mas achei que era porque tinha errado na medida. Três a quatro horas depois, comecei a sentir formigamento nas mãos, náuseas e dor de cabeça.
Mais tarde, quando foi preparar café novamente, a esteticista conta que percebeu uma pelota de bolor e mofo dentro do pacote. Como eu continuava passando mal, fui para o Hospital Universitário. Segundo ela, como não havia plantonista no HU, foi para o posto de saúde do jardim Leonor (zona oeste), onde o diagnóstico foi de intoxicação alimentar.
Maria Donizete diz que entrou em contato com o Procon, onde foi orientada a pedir uma análise do produto. Ela conta que enviou o pacote de café para a Secretaria Estadual da Saúde que, por sua vez, encaminhou o produto para o Laboratório Central do Estado. O resultado, afirma, chegou no final de janeiro: consta que o produto é impróprio para consumo por apresentar bolor e leveduras acima de 100 vezes o limite estabelecido pela portaria 01/87 da Dinal/MS.
Ao entrar em contato com a empresa, Maria Donizete diz que não recebeu a atenção necessária. Expliquei tudo o que aconteceu. Sete dias depois, apareceu um vendedor em casa e me entregou um pacote com um quilo de café, resume. Ela afirma ainda que enviou o resultado da análise para a empresa, mas até agora não obteve retorno.
O gerente do Café Damasco, Narciso Sesti, disse ontem que iria se reunir com o departamento jurídico da empresa para tratar do assunto.


