Café, almoço, descanso e terapia ocupacional
Com apenas 11 leitos, sete para mulheres e quatro para homens, a Casa de Apoio Esperança oferece almoço e café da tarde, além de um lugar de descanso para pacientes e familiares de cidades vizinhas que aguardam consulta ou tratamento no Hospital do Câncer. Uma vez por semana os albergados também fazem terapia ocupacional
Conforme a assistente social Ariane Soares, ''pela demanda, a casa deveria ser maior''. ''Fazemos um trabalho com os pacientes para eles também cobrarem uma contrapartida das suas respectivas prefeituras'', diz a assistente social, explicando que dos 157 municípios atendidos pela Esperança, somente oito auxiliam a casa com um salário mínimo mensal e um com R$ 500 mensais.
Uma portaria do Ministério da Saúde, de fevereiro de 1999, prevê que as prefeituras arquem com os custos de transporte, alimentação e estadia dos pacientes em tratamento fora do domicílio. Em média, cada doente e seu acompanhante teriam direito a R$ 15 diários repassados pelo Município às casas de apoio, mas a realidade não funciona assim.
''Não podemos abrir para muitos hospitais porque não tem espaço, mas em casos extremos, e por camaradagem, sempre que dá procuramos ajudar os pacientes do HU também'', aponta Ariane, ressaltando que o centro é mantido com doações e parcerias com empresas.
''Não dá para explicar, mas quando estamos precisando de alimento, sempre aparece uma cesta básica'', comenta a assistente social, afirmando que o índice de retorno de paciente é alto. ''De três em três meses alguns voltam para novas aplicações de cobalto.''
A casa fica aberta das 8 às 17 horas, mas recebe pessoas até às 21 horas durante a semana. Nos fins de semana permanece fechada. Ao todo, três voluntários auxiliam o trabalho da assistente social, da cozinheira e da enfermeira contratadas para cuidar da casa. (M.G.)





