Cães exibem raça e beleza em Londrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de junho de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O Centro de Eventos e Exposições do Armazém da Moda abrigou durante todo o dia de ontem três exposições que reuniram alguns dos mais belos e valorizados cães do Brasil e outros países panamericanos. Os 170 exemplares de 47 raças desfilaram suas qualidades pelas pistas de julgamento. Foram realizadas simultaneamente as 28ªe 29ªedições panamericanas e 56ªedição nacional da Royal Canin, organizada pelo Kennel Clube de Londrina, com apoio da Federação Paranaense e Confederação Brasileira de Cinofilia e da Federação Cinológica Internacional.
A mostra foi aberta ao público, mas como não se tratava de uma feira, não houve comercialização de animais. O objetivo foi a classificação dos animais no ranking das entidades especializadas. Para quem gosta de cães e até para quem não gosta foi um belo espetáculo. Raças raras, como kuvasz, dogo argentino, airedale terrier, cairn terrier, rhodesian ridgeback e a sul-africana boer boel (raríssima em todo o mundo) chamavam tanta atenção quanto os pastores alemães, os rottweilers e os dobermanns, facilmente encontrados passeando pelas ruas com seus donos.
A diretora de exposição do Kennel Club, Valéria Jacob Ricci, explicou que no evento estavam tanto filhotes que faziam seu debut em exposições até campeões internacionais, que participam de julgamentos praticamente todos os finais de semana. A escolha dos cães é feita por juízes, que seguem padrões internacionais, informou.
Entre as estrelas que percorrem este tipo de evento estava o basset hound Falcon, de 2,5 anos, e um dos 10 melhores entre todas as raças do Brasil. Sua dona, a funcionária pública de Brasília Cristina Berardinelli, revela que a sala de sua casa exibe milhares de prêmios obtidos pelo cão, que foi importado da Suécia. Questionada sobre o valor que um animal como Falcon pode atingir, Cristina diz não saber: Não tem como avaliar um cachorro como este. Se me oferecerem US$ 50 mil por ele eu não vendo, garante.
Mãe de três filhos, a funcionária pública tem outros 42 cães em casa, de sete outras raças, além do basset. Apesar da rotina corrida, ela não abre mão das constantes viagens com Falcon e seu filhote, Dimitri, de oito meses, que segue a mesma carreira de glórias do pai. Ele já é o segundo ou terceiro melhor da raça do País, conta Cristina, orgulhosa, explicando que a colocação varia de uma semana para outra.
O que vale para um criador, revela, é a gratificação de ver o animal em pista. O que menos nos interessa é o lado financeiro. Tanto que ainda não estamos vendendo os filhotes do Falcon, não temos pressa. Ela acredita, porém, que quando o primeiro basset hound com o sangue do campeão for colocado à venda, vai valer em torno de R$ 3 mil.
Animais tão especiais merecem tratamento à altura. Nos bastidores de uma exposição como a Royal Canin é possível ver animais com fraldas, com papelotes nos pêlos para evitar os nós, sendo escovados diante de secadores especiais, cobertos com toalhas para proteger do frio ou para manter o pêlo úmido. O bulldogue inglês Romeu, por exemplo, ganhou muito gelo e borrifadas de água na boca enquanto aguardava para um dos primeiros julgamentos da manhã de ontem. Frescura? Mais ou menos. O bulldogue tem uma certa dificuldade para respirar, então a gente tem que refrescar sua boca para que na hora do julgamento ele não a mantenha aberta, justificou o tratador.


