Sim, é mais comum nos depararmos com homens passeando com cachorrões do porte de pitbull, rottweiler, pastor alemão. Já as mulheres, em sua grande maioria, carregam à tira colo pequeninos do estilo shih-tzu, lhasa apso, yorkshire, maltês, entre outros. Essa escolha tem tudo a ver com o tipo de personalidade de cada pessoa, afirmam especialistas.
  Traçamos como exemplo uma pessoa de originalidade mais tranquila. O indicado é na hora de escolher o fiel amigo optar por uma raça que não se importe em passar o dia tirando uma soneca ou passeando no calçadão. Até porque o dono fazendo o estilo mais sossegado ‘‘sofreria’’ horrores se optasse por ter em seu lar doce lar um cão de uma raça como labrador, por exemplo. E quem não se lembra das terríveis peripécias aprontadas por Marley, no filme ‘‘Marley e Eu?’’. Haja pique! Realmente, nesse caso, é melhor não arriscar.
  ‘‘Cada raça tem habilidades e aptidões diferentes, que se não forem avaliadas no momento da escolha, mais cedo ou mais tarde serão imcompatíveis com a rotina e estilo de vida do dono. Portanto, quanto mais próximo o perfil de ambos, maiores são as chances de uma convivência saudável e benéfica entre todos os membros da família’’, esclarece a médica e dentista veterinária, Bertha Caroline Pieruccini.
  Já para o indivíduo adepto de uma vida mais agitada, que inclui esportes, e que more em uma casa com um quintal grande, de preferência, certo é ter ao seu lado um amigão mais robusto, como golden retriver e border collie. Eles têm mais pique caso seu proprietário queira dar uma corrida ou mesmo estender o tempo de uma caminhada. ‘‘Raças hiperativas são indicadas para pessoas que tenham uma rotina de atividade física e que disponham de tempo. Eles são ótimos companheiros de caminhada e atividades ao ar livre’’, diz a veterinária.
  Para não cometer um equívoco, experts no assunto alertam que na hora de comprar um cachorro precisa-se levar em conta muito mais que a beleza, modismo ou comportamento do bichinho. É preciso saber se a personalidade dele bate com a do dono. A dica é pesquisar sobre o bicho em livros, revistas ou mesmo em conversas com veterinários, amigos e vizinhos. Nunca se esqueça do espaço físico. Um cão pequeno em um quintal amplo não há problema. Mas imagine um pittbull dentro de um apartamento condensado? É certeza de estresse para a família e o animal. Segundo Bertha, o cachorro precisa de um ambiente adequado para seu desenvolvimento, além, é claro, de atenção e horários reservados para interação com seu dono.
  A vontade de ter animais de estimação fez com que a modelo Najara Ascêncio fosse buscar informações sobre o perfil das raças. A moça, que sempre teve preferência por cães de pequeno porte, é dona de duas cachorras: Dolly, uma pinscher de sete anos, e uma shi-tsu que completou três meses e atende como Candy. ‘‘Elas são boazinhas e amorosas com as pessoas de casa. Com pessoas de fora elas são meio bravinhas. Eu e a pinscher temos a personalidade forte, ela é mais na dela e supercarinhosa. A Candy é toda animadinha e serelepe’’, conta a londrinense. (Com Agência Estado)

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