Cães braquicefálicos são selecionados para tratamento de síndrome respiratória
Iniciativa é uma universidade de Londrina; atendimentos são realizados às terças, com acompanhamento de, no mínimo, seis meses
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quinta-feira, 09 de julho de 2026
Iniciativa é uma universidade de Londrina; atendimentos são realizados às terças, com acompanhamento de, no mínimo, seis meses

Uma universidade de Londrina desenvolve um projeto que seleciona cães braquicefálicos da região para avaliação e posterior tratamento de síndromes respiratórias. Cães braquicefálicos são animais com crânio mais curto e largo, o que resulta no característico focinho achatado. As raças representativas incluem pug, bulldogue francês e shih tzus, entre outros. Devido a estas particularidades anatômicas, eles frequentemente sofrem de dificuldades respiratórias e são mais sensíveis ao calor.
Os principais sintomas desses animais são: respiração ruidosa, dificuldade respiratória, tosse, espirros reversos, alterações vocais como roncos, engasgos e intolerância ao exercício. O tratamento conservativo, que envolve a perda de peso, muitas vezes não é resolutivo, e a intervenção cirúrgica torna-se, muitas vezes, necessária.
A iniciativa da Unopar de Londrina é realizada a partir do Programa de Mestrado e Doutorado em Saúde Produção Animal e foca na melhoria da qualidade respiratória e de vida desses cães. Os atendimentos tiveram início neste semestre de 2026.
Atendimentos às terças
Há isenção do pagamento das avaliações clínicas, retornos, cirurgia e anestesia, ficando a encargo desses tutores o pagamento apenas dos exames de imagem e exames laboratoriais. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone: (41) 99845-2260.
"A partir de agendamento do tutor, o animal passa por uma triagem e então o cronograma é repassado para início imediato do tratamento desse animal de acordo com a sua necessidade”, explica a coordenadora do projeto, professora Dra Jamile Haddad Neta. Os atendimentos são feitos às terças-feiras, no período da manhã, na Clínica da Unopar, no campus Piza, localizado na Rua Capri 130.
Ela informa que as atividades são realizadas junto à estrutura hospitalar e acadêmica da Unopar e equipe docente, pós-graduação e colaboradores da área de cirurgia e anestesiologia veterinária da Instituição. O projeto conta também com a parceria do laboratório de toxicologia e distúrbios metabólicos da UEL (Universidade Estadual de Londrina, sob coordenação da professora Dra Glaura Scantamburlo, para realização dos exames de estresse oxidativo.
“É uma forma de oferecer mais um serviço acessível e qualificado à comunidade, a fim de garantir a promoção da saúde animal e gerar impacto social. Além disso, visa contribuir para o avanço científico e formação acadêmica na área de cirurgia veterinária de nossos alunos", afirma Jamile.
Os serviços oferecidos pelo projeto implicam em:
Avaliação clínica especializada;
Exames laboratoriais de triagem para risco cirúrgico e exames complementares de imagem como radiografia e laringoscopia;
Exames especializados como hemogasometria e estresse oxidativo;
Acompanhamento anestésico e cirúrgico;
Procedimento cirúrgico corretivo das alterações respiratórias, que envolvem a rinoplastia (abertura das narinas), a estafilectomia (correção do palato mole alongado) e a saculectomia (retirada dos sacos laríngeos invertidos);
Monitoramento pós-operatório e acompanhamento clínico;
Após a cirurgia, o animal é acompanhado ao longo de seis meses, com retorno para reavaliação e novas coletas de exames.
(Com informações da Assessoria da Unopar)


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