Cinco cachorrinhos nasceram anteontem à tarde no canil que a Prefeitura de Campo Mourão construiu para prender os cães capturados pela ‘‘carrocinha’’. A cadela e os filhotes tiveram que ser separados em uma ‘‘cela especial’’. É a primeira vez que uma cachorra tem filhotes no canil, que começou a receber os animais há duas semanas.
Adoção O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Nunes, ainda não sabe o que fazer com os cachorrinhos. ‘‘Vamos tentar doá-los, como os demais’’, diz.
A lei municipal em vigor diz que os cães apreendidos podem ser sacrificados após o terceiro dia. Os filhotes, no entanto, não foram apreendidos na rua, uma vez que ainda não haviam nascido.
Pela lei, a mãe dos filhotes já pode ser sacrificada, mas a prefeitura ainda não matou nenhum dos animais apreendidos. Cerca de 30 cães já estão recolhidos no canil. Segundo Nunes, a prefeitura vai tentar todas as formas de adoção para evitar o sacrifício. ‘‘Espero o apoio da Sociedade Protetora dos Animais’’, frisa.
A questão é polêmica na cidade. O projeto ficou em discussão na Câmara de Vereadores por quatro meses e já envolveu até o Ministério Público.
Uma lei estadual, de 1989, proíbe o sacrifício de animais.

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