Cadeias instalam bancos detectores de metais
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Quando o assunto é passar objetos proibidos para dentro das carceragens, a criatividade da bandidagem não tem limites. Diversos artifícios são usados para que os presos tenham acesso a celulares, drogas, estoque e pedaços de serras. E os responsáveis pelas cadeias precisam estar cada vez mais atentos para que as celas não transformem-se em pontos de consumo e tráfico de entorpecentes e para reduzir os riscos de rebeliões e fugas. Ontem, em Arapongas, uma mulher foi flagrada quanto tentava entrar na cadeia com um celular e cocaína. (leia mais nesta página).
De acordo com autoridades responsáveis por carceragens na região, uma das formas mais tradicionais de tentar burlar as revistas é esconder o objeto nas partes íntimas. Como as agentes ou policiais responsáveis pela verificação não podem tocar as visitantes, alguns artifícios são necessários.
O agachamento e o uso do espelho são os mais comuns. Mas a tecnologia é um dos principais aliados da segurança nas carceragens atualmente. O Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), localizado na Zona Sul, é um exemplo. Recentemente, a unidade passou a contar com um novo tipo de detector de metal, indicado principalmente para impedir que mulheres entrem com objetos escondidos no corpo.
A novidade são três bancos detectores de metais. Após a instalação, algumas mulheres chegaram a desistir da visita ao saber do novo sistema. No primeiro dia, três detentos brigaram com as esposas. A causa, provavelmente, foi a impossibilidade de levar objetos para dentro da carceragem. ''A visita para os presos é sagrada. E teve preso que chegou a mandar a vista embora'', comentou o chefe da segurança do CDR Rogério Galbetti. A consequência direta foi uma sensível redução no número de celulares apreendidos.
Segundo o major Raul Leão Vidal, diretor do CDR, as pequenas revistas fazem parte da rotina. As ''gerais'' são feitas diariamente. Mas ele adverte que só há duas maneiras dos objetos entrarem na carceragem: ''Por meio dos visitantes ou dos funcionários.''
De acordo com o chefe de segurança Rogério Galbetti, o trabalho de informação, tanto interna quanto externa, é importante para manter a segurança na carceragem. ''Não desprezamos nenhuma informação e sempre conferimos as informações que chegam até a gente'', diz.
A modalidade mais constante de pente-fino é a preventiva, independentemente de suspeita. Nesses casos, os agentes fazem a verificação da estrutura do prédio. Outras formas são as verificações por amostragem ou para conferir informações de informantes.


