Há tempos já não funciona no endereço no mesmo endereço da 10 SDP o Serviço de Trânsito. E a Cadeia Pública de Londrina ou Cadeião, como ficou conhecida , desativada em 28 de janeiro de 1994, é um capítulo à parte. O prédio inaugurado em dezembro de 1939 e que chegou a abrigar 210 presos em suas 24 celas, está abandonado, à espera de uma decisão sobre o seu destino.
A diretora do Patrimônio Histórico-Cultural de Londrina, Vanda de Moraes, lembra que desde a época de sua desativação, em 1994, surgiram várias propostas. ''O Estado chegou a se manifestar no sentido de ceder recursos para a transformá-lo em uma escola de música, mas a idéia não vingou. Hoje não existe nenhum projeto encaminhado para o local, que vem adquirindo um perfil cultural. Ali já foi montada uma peça de teatro e gravado um vídeo'', lembra. Segundo ela, seja qual for o destino, a intenção da Secretaria de Cultura do município é desenvolver um projeto que preserve a sua memória.
Quem trabalhou no prédio de paredes enormes e escuras, porém, não tem este tipo de preocupação. Alguns lutam até hoje para esquecer as lembranças de um lugar que mais parecia um barril de pólvora, sempre prestes a explodir. ''Foram os piores anos da minha vida. Dá até um arrepio quando passo perto daquelas celas'', afirma o investigador Carlos Nadalim, que exerceu a função de carcereiro-chefe da Cadeia nos seis últimos anos de funcionamento.
Na opinião de Nadalim, o melhor destino para o prédio seria a demolição. ''O clima naqueles corredores é muito pesado, muita coisa ruim aconteceu ali dentro, não vale a pena preservar. Até porque o prédio está condenado, tem túnel para tudo quanto é lado.''
O delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, tem opinião semelhante. ''Deveria ser tudo demolido para dar lugar a outro prédio público. Não sei até que ponto vale a pena preservar como patrimônio um imóvel que foi palco de tantos problemas e tanto sofrimento. Mas é preciso dar uma destinação. O que não dá é para continuar do jeito que está'', diz.

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