Cadeião não recebe novos detentos
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quinta-feira, 23 de maio de 2002
Alexandre Palmar Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - Enquanto a Unidade Prisional de Foz do Iguaçu aguarda a inauguração do Governo do Paraná, a Cadeia Pública de Três Lagoas tem pedido de interdição por causa de superlotação. Com capacidade para abrigar 300 presos, o cadeião ontem estava com 635, obrigando a direção a proibir a entrada de novos detentos.
A ordem partiu do supervisor da cadeia, delegado Amadeu Trevisan Araújo, após avaliação feita com equipes de carceragem e segurança quanto ao perigo eminente de rebelião e fuga. A situação é caótica. Em locais para quatro pessoas, temos 15 amotinados. Não cabe mais gente, criticou o supervisor.
Amadeu encaminhou um ofício ao delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial (SDP), Hamilton Cordeiro da Paz Júnior, e ao juiz da Vara de Execuções Penais, Ruy Mugiati. Cordeiro disse ter entendido a medida, que, segundo ele, não impedirá a Polícia de Civil de realizar novas prisões. Para Mugiati, a solução está na inauguração da penitenciária, prevista para julho.
Desde quarta-feira, investigadores estão remanejando infratores para os quatros distritos. Os detidos pela Polícia Federal ficarão na delegacia, desativada em dezembro por falta de infra-estrutura. Seis já estão na carceragem improvisada. A Cadeia Pública de Três Lagoas recebe em média cinco presos diariamente.
Segundo Trevisan, a solução é a transferência imediata dos 208 presos condenados para Unidade Prisional, cuja capacidade é para 496. A obra foi entregue pela construtora no final de abril, mas o Palácio Iguaçu precisar ajudar detalhes burocráticos antes de inaugurá-la em julho, afirma o secretário de Segurança Pública, José Tavares.


