A Cadeia Pública de Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, registrou a quarta fuga este ano. Oito detentos considerados perigosos fugiram no final da tarde de anteontem sem precisar serrar grade das celas. Até o final da tarde, a Polícia Civil havia conseguido recapturar apenas um deles. Neste ano, pelo menos 32 presos fugiram do ‘‘Cadeião’’.
Os prisioneiros estavam alojados na galeria B. Eles escaparam depois de quebrar duas pilastras de concreto e desceram de uma altura de 15 metros com uma ‘‘tereza’’ (corda feita de lençóis). Após perceber a fuga, foi feita uma vistoria pelas galerias, mas não se encontrou sinais de arrombamento no interior da cadeia.
O chefe da Cadeia Pública, Amadeu Trevisan, disse que vai pedir abertura de inquérito e sindicância para investigar a suspeita de facilitação por parte de presos de confiança e também dos PMs e investigadores de plantão. Os três policiais militares responsáveis pela vigia externa e os três civis, encarregados da segurança interna, disseram não ter percebido a movimentação.
Fugiram Robson Ferreira Martins, Valcir Alves Correia, Tiago Ximenez, Leonil Cordeiro de Freitas, Ademar Rosa, Reginaldo Gomes de Azevedo, Lúcio Flávio de Barros e Rafael Martins Gomes. Somente Lúcio Flávio foi recapturado. Ele foi encontrado ontem por policiais civis num bar de Santa Terezinha de Itaipu (25 quilômetros a nordeste de Foz do Iguaçu). Dos fugitivos, dois já foram condenados, mas estavam na cadeia a espera de remoção para a Penitenciária do Estado, em Curitiba. O grupo responde processos por homicídios, tráfico e assaltos.
A fuga de anteontem aconteceu menos de dois meses após a registrada em 10 de outubro, quando outro grupo, conseguiu fugir ao aproveitar um apagão ocorrido na madrugada no bairro Três Lagoas. Além das fugas, a cadeia registrou pelo menos 15 tentativas frustradas de evasão neste ano. O ‘‘Cadeião’’ tem capacidade para 168 presos, mas comporta cerca de 430. A Vara de Execuções Penais está fazendo levantamento para saber quantos podem ser remanejados para outras penitenciárias e para a Colônia Penal Agrícola, em Curitiba. Estima-se que a metade tenha condições de remoção, porém a transferência depende de vagas.

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