A Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, no Bairro Três Lagoas, registrou ontem a segunda fuga em dezembro. Onze presos, acusados de tráfico, roubo, assalto e formação de quadrilha, fugiram por volta das 5 horas sem serem notados pelos seis policiais de plantão. Até o fechamento desta edição, nenhum havia sido recapturado.
O grupo escapou depois de abrir duas celas e quebrar uma coluna de concreto na galeria E. Eles usaram uma ‘‘tereza’’ (corda feita de panos) para descer de uma altura de 15 metros. Os três policiais civis e três militares disseram não ter escutado barulho suspeito na madrugada.
Fugiram Carlos Cancline Chaves (também usa o nome falso de Alves Pereira de Souza), Edmilson Borges Caprini, Florêncio Carlos de Souza, Jarbas de Souza Ronconi, Luciano Arrevallos Brites, Roberto dos Santos, Aparecido Antônio Pires, Dalmir Procópio da Silva, Lauri Siqueira de Moares, Gelson Matias Soares e Neido Nastro.
O chefe da cadeia, Amadeu Trevisan, reuniu-se à tarde com representantes das polícias Civil e Militar para formular um novo sistema da segurança. O circuito interno de filmagem foi destruído pelos presos. Ele também discutiu a infra-estrutura precária do ‘‘Cadeião’’.
No último dia 2, oito presos na galeria B conseguiram escapar com ajuda do preso de confiança Nelson Camargo. ‘‘O detento perdeu todos os benefícios. Somos levados a usar essa alternativa porque a cadeia não tem funcionários para carceragem’’, justificou Trevisan, frisando que quatro deles foram recapturados.
O ‘‘Cadeião’’ sofre constante ameaça de fuga por causa da superlotação. Este ano, 43 presos escaparam em cinco fugas. Com capacidade para 168 detentos, ontem o Cadeião abrigava 401. Destes, 100 já foram condenados e estão à espera de remoção para penitenciárias.

mockup