A carcegarem da 15 Subdivisão Policial de Cascavel está com o maior número de detentos de toda a sua história. As 36 celas construídas para abrigar 144 pessoas contam atualmente com 343 presos, muitos deles já condenados e que poderiam ter sido transferidos para o sistema penitenciário. A superlotação aumenta o risco de rebeliões e tentativas de fugas.

As celas estão em média com 14 pessoas cada uma, quando o normal seriam quatro. Os presos precisam se revezar para dormir e tomar banho. Outro problema é a quantidade de alimentos consumida. Os cozinheiros preparam diariamente mais de 420 quilos de comida, doada em sua maioria pela comunidade de Cascavel.

Para o delegado chefe da 15 SDP, Valmir Sóccio, a superlotação é consequência da falta de vagas do sistema penitenciário. Ele observa que neste ano já foram transferidos cerca de 40 detentos para outras cidades e mesmo assim as dificuldades em Cascavel vêm aumentando.

Diante da gravidade, o delegado informou que o juiz corregedor, Rosaldo Elias Pacagnan, baixou uma portaria determinando que todos detentos que tenham cometido crimes em outras comarcas sejam removidos para outros municípios. Além disso, num prazo de 60 dias está proibido o recebimento de detentos de outras cadeias ou distritos policiais. ''Enfrentamos um risco diário de rebeliões. A atitude do juiz corregedor ajudará a amenizar o problema'', afirmou o delegado.

Enquanto a cadeia de Cascavel permanece superlotada, a Penitenciária Industrial, às margens da BR-277, continua fechada porque nenhuma empresa se habilita a administrar a unidade. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública, a previsão da inauguração é para outubro, cerca de seis meses após a conclusão das obras. A penitenciária tem capacidade para 240 detentos.

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