A Penitenciária Industrial de Cascavel deverá receber parte dos atuais detentos do minipresídio, um ‘‘cadeião’’ com capacidade para 136 pessoas, mas que abriga mais de 270 atualmente. Segundo o delegado-chefe da 15ª SDP, Haroldo Davison, 70% deles têm condenação, por isso deveriam estar em presídios sob responsabilidade direta da Secretaria da Justiça e não da Segurança Pública. Anteontem à tarde, uma bomba explodiu no pátio do minipresídio, ferindo um detento. Davison assegura que foi uma tentativa de abrir um rombo no muro do solário para uma fuga em massa.
O Instituto de Criminalística informou ontem que a bomba foi produzida com aproximadamente 200 gramas de pólvora e objetos estilhaçantes, colocados dentro de um rádio portátil. A 15ª SDP ainda investiga se o artefato foi feito dentro do presídio ou se foi trazido por alguma visita. O rombo foi muito pequeno e a guarda do presídio imediatamente controlou os cerca de 80 presos que estavam no solário. Uma fonte da própria 15ª SDP disse à Folha que ‘‘se os presos soubessem da fragilidade do muro, inclusive com argamassa extremamente fraca, o estourariam a pontapés’’.
A superlotação também preocupa na Delegacia da Criança e do Adolescente, na zona oeste da cidade, onde por volta das 22 horas de anteontem 21 menores apreendidos iniciaram uma rebelião em protesto pela superlotação e outras condições inadequadas na cela. Houve mobilização de equipes das polícias Civil e Militar para conter a rebelião, mas os menores chegaram a quebrar móveis e objetos. Parte deles foi transferida provisoriamente para alas do 1º e do 2º do Distrito Policial. (P.P.)

mockup