Cadeia será reativada em 10 dias
Maurício Borges
Enviado a Ivaiporã
Sete meses depois de ter sido interditada, a Cadeia Pública de Ivaiporã (150 km ao sul de Apucarana) será reativada no dia 30, quando estarão concluídas as obras de reforma e reforço dos mecanismos de segurança da ala carcerária. O anúncio foi feito pelo delegado Aparecido Antônio Gregório ao vistoriar as obras em companhia dos promotores Révia Peixoto de Paula Luna e João Milton Sales, e do presidente do Conselho Tutelar, Israel Rodrigues.
A interdição do prédio foi determinada em março pelo juiz Alexandre Kozechen, acatando solicitação do Ministério Público. Laudos emitidos pela Vigilância Sanitária, Departamento Estadual de Construções, Obras e Manutenção (Decom) e Pastoral da Carceragem também reforçaram a necessidade de interdição.
Desde setembro de 1998, após duas fugas e uma rebelião de presos, a cadeia não tinha as mínimas condições para continuar funcionando. Os problemas decorrentes do sistema hidráulico provocavam um forte mau cheiro e muita umidade, tornando o ambiente totalmente insalubre, lembra o delegado Aparecido Antônio Gregório.
Com a interdição, 39 presos foram transferidos para cadeias e presídios de Londrina, Maringá, Apucarana, Jardim Alegre, Manoel Ribas e Faxinal. O delegado disse que estão sendo investidos R$ 65 mil no prédio, com a reconstituição total dos sistemas hidráulico e elétrico. Também foi substituído todo telhado e reforçadas as grades de portas e janelas, além do solário, que estavam danificados. Para conclusão dos serviços restam a pintura e as calçadas externas, disse Gregório.
Depois de visitar o prédio a promotora Révia Peixoto de Paula Luna, que havia pedido a interdição, se disse satisfeita. Segundo ela, o prédio terá mais ventilação e áreas expostas aos raios solares. Ela também destacou as melhorias nas alas feminina e correcional, e reforço das condições de segurança.





