Cadeia lotada provoca rebelião em Campo Mourão
Presos da cadeia de Campo Mourão se rebelaram no sábado e destruíram quatro celas. Outras quatro foram parcialmente danificadas. Os presos foram contidos com jatos de água disparados por soldados do Corpo de Bombeiros. A Polícia Militar também foi acionada para evitar uma fuga em massa. A cadeia está superlotada. A capacidade é para 35 presos, mas as celas estão com 63.
Segundo o delegado Antônio Rodrigues dos Santos, a rebelião teve início às 17 horas, após o horário de visitas. O motivo foi a apreensão de 4 embalagens de refrigerante com bebida alcoólica levados por mulher de um preso durante a visita. Enfurecidos por causa da apreensão, os presos da ala B que estavam no solário romperam a grade de acesso às celas e deram início à destruição.
Para evitar que os presos colocassem fogo nos colchões, a polícia acionou o Corpo de Bombeiros. Os jatos de água inibiram os presos, mas a rebelião só foi contida na madrugada de domingo. Os presos foram remanejados para outras celas. Ontem, peritos da polícia técnica de Maringá estiveram em Campo Mourão fazendo vistoria da cadeia.
Nos últimos dois meses ocorreram oito tentativas de fuga no presídio. Ontem cedo, menos de 48 horas depois da rebelião, os presos tentaram nova fuga em massa. A PM foi acionada e os policiais e delegados de plantão tiveram que fazer nova rodada de negociação com os presos.
Fuga O detento Eliseu Benvindo, 31 anos, o Escovinha, conseguiu fugir no final da tarde de anteontem da Cadeia Pública de Cornélio Procópio. Ao todo, 16 presos tentaram fuga em massa. Eles estavam no andar superior da cadeia. Quatro cadeados foram abertos com uma micha (chave artesanal feita dentro das celas) e os presos tiveram acesso ao corredor de saída, mas foram interceptados por dois policiais de plantão, que intimidaram a fuga com tiros. Benvindo fugiu por uma das janelas da cadeia usando uma corda feita de lençóis.





