Cadeia interditada ainda recebe presos
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sexta-feira, 28 de março de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Sem dispor de um plano alternativo, o delegado-chefe da 9 Subdivisão Policial, Antônio Brandão Neto, não atendeu a ordem judicial de interdição da Cadeia Pública de Maringá e adiantou que novos presos estão e continuarão sendo levados para a unidade. Por causa da superlotação e das más condições de higiene, a Vara de Execuções Penais (VEP) acatou pedido da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e interditou a carceragem na quarta-feira e ainda determinou a remoção dos 530 homens para outros locais.
Brandão Neto disse que ''a situação (na cadeia) continuava a mesma coisa''. Segundo ele, ninguém havia sido transferido. Com isso, os mesmos 530 presos continuavam superlotando o espaço destinado para abrigar 160. Sem alternativas, o delegado disse que a Polícia iria continuar prendendo e fazendo o encaminhamento para a Cadeia Pública.
A promotora da VEP, Valéria Seyr, disse que há cerca de 10 dias já havia solicitado que o Governo realizasse obras emergenciais na cadeia, para garantir condições mais adequadas aos presos. Assim como outras autoridades, ela também destacou que o problema só será de fato amenizado com a inauguração do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), com capacidade para 960 vagas.
A assessoria da Secretaria de Estado da Justiça informou que a inauguração está prevista para abril e que o novo prédio deverá abrigar sobretudo presos já condenados. Com isso, a Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) passaria a abrigar presos provisórios.


