Cadeia é interditada a pedido de juíza
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terça-feira, 07 de janeiro de 1997
Maurício Borges Correspondente 
FAXINAL - A cadeia pública de Faxinal (60 quilômetros ao sul de Apucarana) foi interditada ontem por determinação da juíza Luciane Regina Martins de Paula. Dos 13 presos, que cumpriam pena ou aguardavam julgamento, seis foram transferidos para o minipresídio de Apucarana, quatro para a Penitenciária Estadual, em Curitiba, e outros três para a cadeia de Grandes Rios.
O pedido de interdição, incluindo o setor da Delegacia de Polícia, havia sido feito em dezembro, depois que o promotor Eduardo Diniz Neto vistoriou o prédio e constatou a precariedade das instalações. Segundo ele, o sistema hidráulico é deficiente, provocando infiltrações e expondo os presos a condições subumanas.
De acordo com o relatório do Ministério Público, um dos detentos contraiu pneumonia aguda devido à constante umidade no local. A promotoria também constatou que a estrutura do prédio, que têm 25 anos de uso sem ter passado por qualquer tipo de reforma, é responsável por seguidas fugas de presos.
No ano passado foram registradas duas fugas na cadeia de Faxinal. Numa delas os presos perfuraram o teto de uma cela, utilizando uma colher. Na outra evasão, foram serradas várias grades de celas do corredor e do solário.
Reforma A interdição do prédio da cadeia e delegacia foi comunicada às secretarias de Administração, Segurança Pública e da Justiça, além das autoridades locais. Agora, sem ter um local para transferir suas atividades, o delegado Gérson de Almeida Santos permanece trabalhando com sua equipe no prédio interditado pela Justiça da Comarca.
O delegado explica que a cadeia, com 36 metros quadrados e seis celas, tem capacidade para abrigar 24 presos, mas não existem alas para menores e mulheres. Ele confirma ainda que as instalações elétrica e hidráulica do prédio, incluindo o setor da delegacia, não funcionam direito, exalando mau cheiro e provocando problemas constantes.
Ainda ontem, o prefeito Valdecir Polentini (PSDB) anunciou que está agendando uma audiência com o secretário de Segurança Pública, Cândido Manoel Martins de Oliveira, para tratar do problema. Já existe um convênio firmado para a execução da reforma e ampliação do prédio, mas falta a liberação dos recursos, informou Polentini.


