Cadeia depende de licitação
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sexta-feira, 22 de junho de 2001
Chiara PapaliDe Londrina 
Depois de três anos de construção, atraso de mais de dois anos na entrega, e interrupção de cerca de dez meses, a Cadeia Pública de Londrina está com 98,5% das obras prontas. Em julho, segundo o secretário de Estado de Obras Públicas, Augusto Canto Neto, o obra de 3.650 metros quadrados será entregue. Mas, o funcionamento da cadeia ainda depende de licitações para compra de mobiliário e terceirização de empresa de segurança. Em Curitiba, o secretário de Segurança, José Tavares, disse que a intenção era entregar a cadeia no final de julho, mas que tudo vai depender do processo de licitação e terceirização.
Ontem, Canto Neto esteve em Londrina para visitar, além da cadeia, obras de reforma em três colégios estaduais (Hugo Simas, Milton Gavetti e Rina Maria Francovig). No canteiro de obras da Cadeia Pública, ele afirmou que o atraso é irrelevante perto da qualidade da obra. O Estado, assim como todo o Brasil, viveu uma situação difícil em 1999, de desvalorização do real, mas agora a obra está pronta, disse. O valor gasto foi de de R$ 3,1 milhões. A cadeia tem capacidade para 320 presos, em 80 celas.
Para o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Artur Piancastelli, a luta da comunidade para a construção da obra foi fundamental e não há motivos para mais atrasos no funcionamento da cadeia. O governo já anuncia há algum tempo a conclusão da obra e já deu tempo para se preparar no que diz respeito a equipamentos, móveis e funcionários. Espero que não aconteça aqui, o que aconteceu na Prisão Provisória, que demorou mais de 90 dias, depois de pronta, para entrar em funcionamento, afirmou.
Com o funcionamento da Cadeia Pública, as prisões de três distritos (3º DP, 4º DP e 5º DP) de Londrina devem ser desativados, com excessão do 2º DP, que deverá funcionar como prisão feminina. Isso deve liberar policiais civis da função de carcereiros para atuar na investigação, ressaltou Piancastelli.
O sistema de segurança da cadeia inclui 36 câmeras internas e oito externas e sensores, além de guaritas e vigilância na parte superior dos corredores. A segurança é excelente, elogiou o chefe da 10ª SDP, Gilson Garret Algauer. As pedras no terreno que atrapalharam a construção, agora serão úteis, pois é muito difícil cavar um túnel aqui para fugir, disse Piancastelli.


