Cadeia de Foz terá cerca de espinhos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de agosto de 2003
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu Espinhos. Esta será a nova arma a ser usada pela polícia para tentar impedir fugas na superlotada Cadeia Pública de Três Lagoas, em Foz do Iguaçu. A iniciativa foi anunciada esta semana depois da fuga de seis presos por um túnel que ligou uma cela ao pátio externo e que foi aberto sem maiores dificuldades. O caso aconteceu na terça-feira.
A cerca viva será plantada ao lado do muro e foi inspirada nas utilizadas no cemitério para impedir a ação de vândalos, segundo o diretor da cadeia, Jorge da Silva. Segundo ele, outra ação preventiva será abrir valetas, de 2,5 metros de profundidade, ao redor das galerias inferiores e cobrí-las com pedras e concreto.
Antes da reforma de 2002, a cadeia era um caixote sustentado em pilares, com um piso de concreto de alta espessura e resistência. Mas com a construção de galerias na parte inferior, de piso com menor qualidade, as tentativas de fugas subterrâneas passaram a ser frequentes.
A cadeia foi inaugurada em 1992 para comportar 168 presos, mas em 2002 teve sua capacidade ampliada para 300 presos. Apesar da reforma, vive superlotada.


