Cornélio Procópio A Polícia Militar frustrou uma nova tentativa de fuga na Cadeia Pública de Cornélio Procópio. Cerca de 20 detentos, que ocupam duas celas do pavilhão inferior da cadeia, teriam se revezado na tarefa de cavar um túnel, que passaria debaixo do solário e sairia na rua. Oito sacos de terra foram achados escondidos entre os colchões. Ontem, funcionários de uma empresa contratada pela Polícia Civil, fecharam a abertura do buraco. ''A boca do túnel não era muito grande, mas cabia uma pessoa dentro dele. Eles pretendiam passar pelo solário e sair do outro lado, já na rua'', relatou o delegado Alisson Henrique de Souza, da 11 Subdivisão Policial (SDP).
De acordo com o delegado, algumas celas também foram cortadas. ''As serras são bem pequenas, e entram no cadeião de várias formas, até mesmo dentro da genitália feminina'', contou. A tentativa de fuga aconteceu no final da noite de sábado, mas não houve confronto com a polícia. Diferente da semana passada, quando policiais usaram balas de borracha para conter o avanço da rebelião. Cinco pessoas ficaram levemente feridas.
O delegado afirmou que o contato familiar uma confraternização no sábado à tarde, promovida pela Pastoral Carcerária pode ter potencializado o desejo de fuga. ''Acho que pode ser isso mesmo, após rever a família, eles ficam ainda mais com vontade de sair da cadeia'', ponderou Souza. O delegado também admitiu o uso de celulares dentro das celas. Em entrevista a uma rádio local, um dos presos teria ao vivo se queixado da forma como os detentos são tratados no local. Eles estariam reclamando de maus-tratos e pedindo ajuda a representantes da Comissão de Direitos Humanos (CDH). A Polícia Militar, que administra o cadeião, viu com descrédito a autenticidade da entrevista feita por um radialista da cidade.

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