Cadeia de Colombo continua lotada
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segunda-feira, 17 de julho de 2000
Michele Muller De Curitiba 
Nenhum preso envolvido na tentativa de fuga em massa, ocorrida na tarde de domingo, na delegacia de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, será transferido para outra prisão. Conseguimos controlar a revolta, mas continuamos com o problema de superlotação, disse o delegado Erineu Portes. A delegacia tem 24 vagas, mas abriga 38 pessoas.
Segundo o delegado, o fato de muitos homens precisarem dormir no chão por causa da falta de espaço foi o principal motivo da tentativa de fuga. Eles ficam revoltados de deitarem no chão frio no inverno. Mas não temos para onde transferi-los. A situação está igual em todas as cadeias. Alguns dos presos reivindicaram a transferência para a Colônia Penal Agrícola.
O escrivão Mário Teixeira, espancado durante a revolta dos detentos, está de licença por tempo indeterminado. Ele não tem condições de trabalhar. Está com o rosto muito inchado, comenta Portes. Teixeira, que está em casa e passa bem, teve seu nariz quebrado pelos presos no domingo. Durante duas horas, ele serviu de refém da tentativa de fuga. Essa foi a primeira vez que o escrivão apanhou de detentos em 21 anos de trabalho em delegacias.
A revolta de domingo foi liderada por Julio Cesar Alves de Lima. O delegado acredita que ele queria se vingar de Teixeira, pois foi o escrivão quem lavrou o flagrante em homicídio que levou o acusado à prisão.
Essa foi a segunda grande tentativa de fuga na delegacia de Colombo este ano. A anterior foi em janeiro.


