Nenhum preso envolvido na tentativa de fuga em massa, ocorrida na tarde de domingo, na delegacia de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, será transferido para outra prisão. ‘‘Conseguimos controlar a revolta, mas continuamos com o problema de superlotação’’, disse o delegado Erineu Portes. A delegacia tem 24 vagas, mas abriga 38 pessoas.
Segundo o delegado, o fato de muitos homens precisarem dormir no chão por causa da falta de espaço foi o principal motivo da tentativa de fuga. ‘‘Eles ficam revoltados de deitarem no chão frio no inverno. Mas não temos para onde transferi-los. A situação está igual em todas as cadeias.’’ Alguns dos presos reivindicaram a transferência para a Colônia Penal Agrícola.
O escrivão Mário Teixeira, espancado durante a revolta dos detentos, está de licença por tempo indeterminado. ‘‘Ele não tem condições de trabalhar. Está com o rosto muito inchado’’, comenta Portes. Teixeira, que está em casa e passa bem, teve seu nariz quebrado pelos presos no domingo. Durante duas horas, ele serviu de refém da tentativa de fuga. Essa foi a primeira vez que o escrivão apanhou de detentos em 21 anos de trabalho em delegacias.
A revolta de domingo foi liderada por Julio Cesar Alves de Lima. O delegado acredita que ele queria se vingar de Teixeira, pois foi o escrivão quem lavrou o flagrante em homicídio que levou o acusado à prisão.
Essa foi a segunda grande tentativa de fuga na delegacia de Colombo este ano. A anterior foi em janeiro.

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