O minipresídio da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel abrigava ontem 282 presos - o dobro da capacidade. Esse número vem sendo mantido ao longo do tempo. Mesmo com a superlotação, no ‘‘cadeião’’, como é chamado, por não ser presídio formal, não tem ocorrido fuga em massa. A última, quando 12 detentos fugiram, foi registrada há 6 anos. ‘‘Acho que nossos presos são bonzinhos’’, ironiza o carcereiro Brás Depubel, para, a seguir, atribuir a situação ao eficiente sistema de segurança.
Para chegar à área externa, os detentos precisam passar por seis barreiras com cadeados, a partir das celas. Na parte frontal do minipresídio, eles precisam passar pela própria carceragem e plantão e, pelos fundos, há um muro no alto com guaritas, sempre com dois policiais militares de prontidão. Além disso, constantemente são feitas vistorias nas celas para retirar objetos, que poderiam servir como armas, e rigorosa revista aos visitantes.
No ano passado um detento aproveitou o horário de visitas e escapou. Em agosto, houve suposta tentativa de fuga em massa, com a detonação de um artefato explosivo para abrir um rombo no muro, que foi pouco afetado. Depubel explica que a preocupação da carceragem com a comida também pode contribuir para evitar rebeliões: o Estado destina R$ 0,80 por dia para cada preso, mas as refeições são complementadas com doações, principalmente de supermercados. ‘‘Por isso, a bóia é de qualidade relativamente boa’’, diz.
A Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC) pode contribuir para amenizar a superlotação do ‘‘Cadeião’’. A PIC, com 7 mil metros de área construída e custo de R$ 5 milhões, terá capacidade para 240 condenados.
Maringá A Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), inaugurada há quatro anos, consegue até hoje manter o número limite de 360 detentos. ‘‘Talvez por isso nunca tivemos nenhum problema maior de indisciplina interna’’, diz o diretor da PEM, Antonio Tadeu Rodrigues.

mockup