Os buracos feitos pela Sanepar nas ruas e calçadas de Londrina desapareceram. É o que a reportagem da FOLHA constatou enquanto acompanhou algumas obras da empresa na semana passada. Ainda existem resquícios da troca dos canos antigos, mas é o tráfego constante de carros que têm comprometido o asfalto.
O gerente-geral da Sanepar na região metropolitana de Londrina, Sérgio Bahls, explicou que as obras de substituição da rede antiga, feita em ferro fundido e galvanizado, pela rede nova, de PVC, já foram concluídas em 90% do município.
Segundo ele, para este ano está prevista a troca de 38 quilômetros de canos na Vila Nova e Vila Recreio, Região Central, ''mas a recuperação será feita sem a destruição do pavimento, através do passeio'', disse. Ainda conforme Bahls, a substituição da rede é definida com base num mapeamento dos vazamentos. ''Verificamos a região onde mais acontece vazamento e nos programamos para substituir o encanamento.'' A partir deste levantamento mais 50 quilômetros devem ser trocados até 2010.
''A rede antiga foi construída com material mais barato e não tem revestimento interno, por isso tantos vazamentos. Já o material novo, feito em PVC, não dá corrosão nem incrustração'', assinalou Bahls.
Segundo ele, a troca dos canos é programada para causar o mínimo impacto nas imediações. ''Se é uma área residencial fazemos reunião com os moradores, se é zona comercial, reunimos os donos das lojas, o pessoal do trânsito, da Secretaria de Obras, da CMTU para explicar as consequências da obra na rua'', declarou o gerente, ressaltando que os trabalhos duram, em média, dois dias.
Em caso de vazamento, a Sanepar tem até uma hora para despressurizar a rede e evitar o desperdício de água depois de uma reclamação. Pelo contrato, a empresa tem até seis horas para consertar o vazamento, trocar o barro por terra boa e seca, compactar o solo e colocar a brita. ''A reposição asfáltica fica por conta da Prefeitura'', completou Sérgio Bahls.
De acordo com o técnico de gestão Eduardo Vinícius Antunes, da Secretaria de Obras de Londrina, a colocação do asfalto depende do comunicado da Sanepar e do planejamento da diretoria de pavimentação e pode levar semanas. ''A Região Central tem prioridade pois tem maior fluxo de carros, mas há um rodízio entre as demais regiões para que nenhum bairro fique sem a reposição asfáltica.''
Se o conserto requer a destruição da calçada, a reposição do piso é de responsabilidade da Sanepar e são dois os tipos de pavimento usados: o concreto grosso ou o piso especial. ''A empresa tem até 48 horas para repor o piso, mas se o modelo é antigo, a reposição demora mais pois é preciso fazer uma licitação para comprar o material'', alertou Bahls.
Conforme ele, 30 equipes totalizando cerca de 100 funcionários trabalham todos os dias nos diferentes bairros. ''A Sanepar conta ainda com uma equipe que faz a manutenção preventiva da rede de água, pelo monitoramento dos vazamentos.''

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