A disputa de um cadáver entre funerárias de Curitiba e região metropolitana gerou um episódio confuso na madrugada de ontem. O corpo de Marivaldo Nascimento, de Fazenda Rio Grande, acabou ficando a noite toda sem ser liberado para a família.
Segundo a funcionária do Serviço Funerário Municipal, Marilza Gonçalves de Oliveira, por volta da 1 hora, Maurício do Nascimento, filho de Marivaldo, teria aparecido no Cemitério Municipal, juntamente com um empregado da funerária Luto Araucária tentando liberar o corpo do pai. ‘‘De acordo com o decreto 475/87, que estabelece o rodízio entre as funerárias de Curitiba, eu só poderia liberar o corpo para a funerária que estivesse na vez ou para outra de Fazenda Rio Grande e não de Araucária’’, contou.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Ibson Campos disse que serviço funerário em Curitiba é considerado modelo no País e que as polícias Civil e Militar agiram de forma irregular. O delegado do 7º distrito, Stelio Machado, defendeu a atuação da polícia. De acordo com o delegado, o Serviço Funerário Municipal desrespeita tanto o ser humano quanto o próprio Código de Defesa do Consumidor. ‘‘Temos o direito de escolha, que, neste caso, foi negado ao filho da vítima’’, ponderou.

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