Começou a funcionar esta semana em Londrina, no coreto do Calçadão da avenida Paraná (área central), um novo ponto de coleta de dados para o Cadastro Único que vai incluir famílias carentes em programas sociais dos governos municipal e federal. Para ter direito ao benefício, é necessário que a renda per capita não ultrapasse meio salário mínimo, ou seja, R$ 120.
A Secretaria de Planejamento disponibilizou para trabalhar no local três estagiários. Depois de prontas, as fichas são encaminhadas a Brasília, onde são analisadas pela Caixa Econômica Federal, para então se determinar qual benefício a família poderá receber: Bolsa-Escola federal, Vale Alimentação, Agente Jovem, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) ou o Vale-Gás, pago a cada dois meses.
Segundo o secretário municipal de Planejamento, Marcos Defreitas, Londrina tem hoje 26 mil famílias com a renda per capita especificada pelo Cadastro Único. Desse total, ele explica, 21 mil (mais de 80%) são beneficiadas por algum desses programas. ''Ao todo, são gastos R$ 5 milhões ao ano para essa faixa da população; R$ 1,8 é do município, o restante vem da União'', afirma.
Uma vez repassadas a Brasília e liberadas de volta a Londrina pelo Ministério da Assistência Social, as informações auxiliarão a secretaria a elaborar o mapeamento social das regiões, o que deve facilitar também no detalhamento do perfil dessas famílias. Atualmente, o município só pode contar com estimativas, tendo em vista a defasagem dos números trabalha-se com índices do censo de 91 do IBGE, por exemplo, já que os de 2000, para esse setor, ainda não foram liberados.
As fichas para o Cadastro Único podem ser preenchidas, no coreto, até o dia 4 de julho.

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