Londrina - Instituído em abril deste ano pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o cadastro nacional aproxima crianças e adolescentes habilitadas para adoção às pessoas dispostas a adotar. Os juízes das varas da infância e da juventude de todo o País tiveram seis meses para inserir os dados no sistema, ação que já estava prevista na edição do Estatuto da Criança e do Adolescente há 18 anos.
A partir do cadastro será formado o Banco Nacional de Adoção, o qual reunirá os perfis das crianças, adolescentes e pretendentes, além da localização, número de abrigos e demais informações de caráter nacional, que até então eram regionalizadas.
Conforme o juiz Sérgio Luiz Kreuz, existem hoje 1.485 crianças e adolescentes registradas no Cadastro Nacional de Adoção. O número de pretendentes - casados e solteiros - chega a 11.294 pessoas. Só em Cascavel, 24 crianças estão habilitadas para adoção, enquanto o número de pretendentes soma 60 pessoas.
Ainda segundo Kreuz, o Paraná é o segundo estado brasileiro na lista de pretendentes, com 2.612 pessoas registradas. São Paulo lidera a relação, com 4.384 pretendentes. "O número de crianças habilitadas a adoção no Estado chega a 186", informou o juiz, apontando que Londrina não possui nenhuma criança ou adolescente registrada no cadastro nacional. "No entanto, há 89 casais ou indivíduos à espera de um filho."
Conforme o juiz Ademir Richter, da Vara da Infância e Juventude de Londrina, existem poucas crianças abrigadas na cidade atualmente. "Não há fila, a maioria das crianças tem mais de sete anos e, em alguns casos, ainda estão em processo de destituição dos pais", explicou Richter, assinalando que em Londrina, a preferência de adoção é para o primeiro casal da lista de espera. "Não seguramos a criança."(M.G.)

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