O médico Fausto Celso Trigo relatou que, desde o início do Redome, já foram realizadas 176 doações não aparentadas. Do total, dois foram para o exterior. Ele informou também que hoje há dois milhões de pessoas cadastradas. ''É pouco, principalmente se considerarmos que a etnia do Brasil é única, por causa da miscigenação'', disse.
Entre os 40 mil cadastros realizados desde 1999 pelo Hemocentro Regional de Londrina, do Hospital Universitário, apenas seis foram doadores - três em 2006, dois em 2010 e um agora. Trigo enfatizou que o cadastro deve ser feito com consciência, porque a possibilidade de haver compatibilidade gera muita expectativa nos pacientes. Outra recomendação importante é manter o cadastro atualizado para facilitar a localização.
Para se cadastrar como doador, é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e
gozar de boa saúde. O candidato deve procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).
Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.
Em Londrina, o cadastro pode ser feito no Hemocentro do HU, de segunda à sábado, das 8h30 às 17h30.

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