No início da primeira gestão do prefeito Nedson Micheleti (PT), a fila de espera da Cohab, que acumulava 36 mil inscritos, foi zerada. Segundo o presidente, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, isso foi feito porque o órgão ficou anos sem construir e o cadastro ficou defasado.
''Você não sabia mais se a pessoa inscrita estava viva, muitos não atendiam o telefone e mudaram de endereço. Decidimos fazer um chamamento público para uma nova inscrição, a partir do número 1'', explica. Apesar dos 18 mil nomes que constam do cadastro atual, Silva acredita que o déficit não passa de 10 mil unidades. ''Várias pessoas de uma mesma família se inscrevem, achando que pode ser por sorteio. Mas na verdade elas vão morar numa casa só'', esclarece.
Metade corresponde a famílias cuja renda vai de zero a três salários mínimos. Silva diz que não pode precisar o tempo de espera, mas garante que diminuiu. ''Estamos reativando todo o processo de construção de moradia e ganhamos uma força muito grande com o PAC (Plano de Aceleração de Crescimento), além dos recursos internacionais'', afirma.
Silva admite que a demanda por moradia tende a ser crescente. Por outro lado, acredita que ''daqui a um tempo teremos uma cidade sem ocupações (irregulares)''. ''Essa questão da invasão é cultural. Tivemos em Londrina administradores que davam suporte a isso, pregavam que a cidade é linda, que aqui não falta emprego e nem habitação. Hoje já temos uma conscientização'', acredita. (V.N.)

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