Sid Sauer
De Campo Mourão
A Prefeitura de Campo Mourão está encontrando dificuldades no cadastramento dos moradores do município para a implantação do cartão-saúde. A reclamação é do coordenador dos trabalhos, o professor João Carlos Leonello. ‘‘As pessoas não estão compreendendo o valor do cadastramento e os benefícios que resultarão da implantação do cartão-saúde’’, diz Leonello. ‘‘Todos serão beneficiados’’, completa.
De acordo com o coordenador, as maiores dificuldades dos cadastradores estão ocorrendo na área central da cidade, onde os moradores não são encontrados em casa. Já houve casos de pessoas que foram visitadas cinco vezes e não foram encontradas, apesar de terem marcado horário. ‘‘Se a pessoa não pode ficar em casa, ela deve ao menos deixar os documentos para que seus dados sejam corretamente preenchidos’’, ressalta Leonello.
O cartão-saúde deverá se tornar obrigatório a partir do ano que vem para a utilização dos serviços de saúde pública. Todas os moradores devem ser cadastrados, mesmo quem não costuma usar o Sistema Único de Saúde (SUS). A exigência é do Ministério da Saúde, que vai confeccionar os cartões magnéticos para todo País. Por enquanto, somente 15 municípios do País foram selecionados para dar início ao programa.
Em Campo Mourão, a Secretaria Municipal da Saúde contratou 60 alunos da Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam) para realizar o cadastramento. Para isso, o município foi dividido em 70 áreas. Para cada morador é preciso preencher uma ficha com dados pessoais, incluindo número de documentos. Segundo Leonello, os trabalhos precisam ser concluídos, inclusive com a digitação das informações, até 31 de outubro.
O Ministério da Saúde passará a distribuir os recursos do setor de acordo com o número de pessoas cadastradas. ‘‘Por isso, quem não se cadastrar vai prejudicar o município, que receberá menos dinheiro’’, frisa Leonello.

mockup