'Cada vez mais se tem Deus como um sócio'
Com a proliferação das igrejas outra estratégia foi adotada mais recentemente. Começou-se a associar os trabalhos profissionais dos fiéis com a ação evangelizadora. Proença destacou que membros das igrejas são incentivados a utilizar os espaços de trabalho como uma espécie de extensão da igreja. ''Aqui em Londrina uma rede de calçados, por exemplo, tem semanalmente reunião com seus funcionários'', contou o teólogo Wander de Lara Proença.
Ele ainda explicou que as igrejas têm pregado muito a ação multiplicadora de seus membros e com isso nos cultos é muito enfatizado o discurso da necessidade da evangelização. ''Isso vai gerando no membro uma inquietação. Ele precisa fazer algo para contribuir e com isso ele começa a pensar em caminhos alternativos, como o de transformar sua casa ou sua empresa num pequeno núcleo para iniciar uma atividade de evangelização'', comentou.
De acordo com Proença, cada vez mais as pessoas transformam Deus em um associado de seus projetos em que se oferta algo para igreja e em contrapartida serão abençoados nos negócios. ''Nas últimas três décadas os evangélicos estão misturando suas atividades profissionais como extensão da sua fé, da sua espiritualidade. Cada vez mais se tem Deus como um sócio'', enfatizou. (T.F.P.)





