Um dos primeiros sintomas do Alzheimer é a falha da memória recente. Mas segundo a geriatra Lindsey Nakakogue, pacientes podem reagir de maneira diferente à doença. "Não existe uma fórmula única. Cada um vai apresentar sintomas diferentes. Tem pacientes que ficam apáticos, outros negam a doença, também tem quem fica agitado. Importante é respeitar as individualidades de cada pessoa", indica.
A médica conta que a prevalência da doença aumenta na mesma proporção da expectativa de vida. Ela aparece geralmente após os 50 anos de idade. Calcula-se que o Brasil tenha hoje mais de 15 milhões de pessoas acima dos 60 anos com Alzheimer. "A gente percebe que pacientes com baixa escolaridade, os sintomas são maiores. Às vezes o diagnóstico já vem num estágio moderado, enquanto que aqueles com escolaridade mais alta, temos até dificuldades em fazer o diagnóstico, pois eles vão muito bem nos testes. Só através de atividades mais complexas é que conseguimos definir que é Alzheimer", explica a especialista.
A melhor forma de prevenir a doença, segundo a médica, é manter o cérebro ativo e saudável. "Tudo que previne doença cardiovascular vai prevenir o Alzheimer também. Evitar obesidade, o sedentarismo, controlar o colesterol e a pressão arterial, também a ansiedade e a depressão, o diabetes e não fumar. E a atividade física. Já está mais que comprovado que ela ajuda a melhorar o metabolismo dos neurônios e, consequentemente, melhora a memória", lista Lindsey. (R.S.)

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