Representando mais de 800 estabelecimentos de saúde de Londrina e região, o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde de Londrina e Região (Sinheslor), Fahd Haddad, atesta que os filiados cumprem as exigências da legislação relativas à lavagem das roupas usadas por pacientes e pelos profissionais. Tanto que não há registro de processos infecciosos provocados pela falta de higienização do vestuário.
Haddad aponta que na região cada instituição de saúde tem o seu processo de lavagem: as maiores se responsabilizam por todo o processo; as de médio e pequeno porte terceirizam o serviço e/ou utilizam trajes descartáveis. ''A preocupação com a higienização das roupas foi um dos primeiros procedimentos adotados para controlar infecções nas instituições de saúde. Hoje, o setor procura modernizar seus sistemas para minimizar os danos ao ambiente, melhorar condições de trabalho e, por consequência, oferecer melhores serviços aos usuários'', destaca.
Ele cita o exemplo da Santa Casa de Londrina, a qual ele dirige, que tem 425 leitos, incluindo vários de UTI. Por mês, a lavanderia do hospital lava perto de 80 mil quilos de roupas e funciona 24 horas por dia. ''Tem situações que chegamos a trocar a roupa de um mesmo paciente seis, sete, até oito vezes por dia'', comenta.
O representante dos estabelecimentos de saúde reclama, no entanto, que a maior dificuldade atualmente é financeira, principalmente nas instituições que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele lembra que o custo com lavagem da roupa não é coberto diretamente pelo Governo Federal mas, como despesa essencial, também entra na conta. FN62>(L. A.)

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