Cada um no seu canto
Eliane Bulyk Fazzani, 55 anos, casou-se e teve dois filhos. Na época foi tudo conforme rege a cartilha do matrimônio tradicional. A união de nove anos acabou. Passados alguns anos, ela conheceu outra pessoa, começaram a namorar e, quando resolveram se casar, decidiram morar em casas separadas. Era mais do que isso: ele residia em Curitiba; ela, em Apucarana. O arranjo era uma escolha de ambos e durou 14 anos.
''Optei viver assim por ter filhos e também por primar por minha privacidade. Era um casamento normal, moldado em muito amor, companheirismo, respeito e fidelidade'', conta. O casal se via todos os fins de semana, ela tinha a chave da casa dele e vice-versa. Segundo Eliane, a relação assim é mais saudável. ''Existe muita saudade, você acaba vivendo só o lado bom do casamento. Cada encontro parecia o primeiro. Existiam brigas, claro, como em todo casamento, mas eu nunca vi desvantagens em um relacionamento assim''.
É de fato uma opção moderna, mas que, ao mesmo tempo, não deixa de ter todos os seus conceitos de fidelidade, como bem gosta de frisar Eliane. ''Nunca soube de uma traição e se soubesse não aceitaria. Ser casado assim não quer dizer que não exista respeito. O que também me ajudou a optar por isso foi o fato de entrar numa segunda relação já com uma experiência, uma segunda bagagem. Hoje viveria novamente um relacionamento assim. Acredito muito no amor entre um homem e uma mulher''.
Segundo pesquisa do jornal britânico Daily Mail, feito no último mês, um em cada 20 casais prefere morar em casas separadas mesmo estando casados. Os que escolhem por esse molde de relacionamento garantem, segundo o estudo, que o casamento é mais saudável e duradouro. Acaba-se, querendo ou não, evitando as ''picuinhas'' do cotidiano e discussões por motivos bobos, do tipo: a tampa do vaso sanitário levantada, a toalha molhada em cima da cama, a camisa no meio da sala, a calcinha pendura no box do banheiro... (E.S.)





