Além do Centro da cidade, os bairros Vila Hauer e Parolin, em Curitiba, concentram grande número de restaurantes que cobram por quilo. Para a gerente de um ‘fast-grill’ na Avenida Marechal Floriano, Silvana Furlanette, o consumidor opta cada vez mais por pagar apenas pelo que come.
Segundo Silvana, a clientela é praticamente toda de funcionários de empresas, a maioria concessionárias de veículos. O restaurante serve em média 270 refeições por dia e atende somente para o almoço. O preço por quilo é de R$ 9,90 e a variedade é de 10 pratos quentes, 11 saladas e carnes grelhadas.
Em média cada pessoa consome 550 gramas e cerca de 80% dos frequentadores pagam com tíquete-refeição. Ela ainda não recebeu reclamações com relação ao peso dos pratos. O restaurante funciona há 2 anos e meio e segundo Silvana tem mantido a clientela. ‘‘A variedade de pratos e o preço acessível oferecidos pelos restaurantes por quilo é o que mais atrai os clientes’’, reconhece.
A opinião é compartilhada pela família Del Giudice. Com as férias da empregada doméstica, todos os dias pai, mãe e filha almoçam num restaurante por quilo. Para Virgílio Del Giudice, dono de um supermercado de auto-peças, as vantagens são inúmeras: não há desperdício, ninguém perde tempo no supermercado nem na cozinha e a variedade é maior do que em casa.
Na opinião de sua mulher, Keiko, o restaurante não substitui a comida de casa. ‘‘Mas tenho que admitir que aqui é bem mais fácil e a variedade, maior. Além, claro, do preço acessível’’, analisa. Ela defende que para as mulheres a vantagem é ainda maior. ‘‘Ficamos livres do fogão e da pia’’.

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