Cachorrada tem, agora, um Siate só para eles
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sábado, 25 de outubro de 1997
Lúcio Horta Londrina 
Paulo WolfgangPronto-socorroAdriana Miyake e Helena Takahashi prestam atendimento ao lado do Petmóvel: 100 atendimentos em dois mesesOferecer aos donos de animais domésticos um serviço diferenciado de veterinária, prestando atendimento na casa dos clientes e não em clínicas especializadas. Tudo isso com um veículo especial, adaptado e equipado com quase tudo o que uma clínica pode oferecer. Até agora essa novidade estava restrita às maiores cidades do País, mas agora chegou a Londrina pelas mãos de duas veterinárias formadas há dois anos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL): Adriana Miyake e Helena Takahashi. Há dois meses elas montaram o Petmóvel, uma espécie de Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências) para cães e gatos.
A princípio a gente ia mesmo montar uma clínica. Mas depois pensamos na possibilidade de oferecer um atendimento domiciliar, já que tem muita clínica na Cidade, conta Adriana. Para isso, elas compraram uma perua Van e adaptaram para as necessidades de uma clínica ambulante: armários com fichários dos pacientes, maleta de vacinas, luvas, medicamentos, instrumentos de uso geral, injeções, curativos, estufa para material esterilizado, mesas para atendimento, microscópio, livros, balança, suporte para soro e até gaiola para transporte de animal.
Na cidade de São Paulo já tem bastante deste tipo de serviço, mas aqui no Paraná a gente ainda não viu. Talvez em Curitiba, aponta Helena Takahashi. Ela explica que a adaptação do veículo foi feita conforme o desenho que elas mesmas propuseram, já que não existe uma empresa especializada para esse tipo de trabalho. No máximo, elas dizem, algumas firmas adaptam a Van para a produção e venda de cachorros-quentes. Coisa que, apesar do nome, não tem nada a ver com o assunto.
O trabalho das duas profissionais não se limita a atendimento de casos de emergência. Pelo contrário: a filosofia do serviço é justamente levar a clínica para dentro de casa - já que a recuperação do animal doente, quando ele não precisa ficar longe da própria residência, acaba sendo muito mais rápida. Uma das chamadas mais comuns, por exemplo, é para a simples aplicação de vacina. Mas, quando o caso exige cirurgia, o animal entra no Petmóvel e é encaminhado para uma clínica de confiança.
Adriana conta que o preço que elas cobram para atendimento domiciliar é o mesmo de uma clínica, independente da região onde o cliente mora. Por isso, ao contrário do que possa parecer, não é só cachorro de raça e de rico que recebe os cuidados do novo serviço. Que nada, já atendemos muito vira-lata, diz a veterinária. Outro dado curioso: quase a metade dos clientes mora e cria seus animais em apartamentos. São tanto gatos como cães de raça menor - como o poodle, por exemplo.
Nesses dois meses, conta Helena, já foram mais de 100 atendimentos; no começo de mês, como agora, o telefone toca direto. Já no final, os atendimentos caem, como em qualquer tipo de comércio. Ontem mesmo (uma terça-feira), saímos às 8h30 e só retornamos à noite, às 20 horas. Isso sem almoço.
Além das vacinas, é comum elas atenderem casos de verminoses, cujos sintomas são mais conhecidos: vômitos e diarréia. Já entre os casos mais complicados, há até o de uma cadela com tumor na região genital. A doença é curável, mas o animal periodicamente tem que passar por sessões de quimioterapia (injeção de remédios diretamente na corrente sanguínea). Tudo feito em casa, bem perto do carinho dos donos.
Serviço - O Petmóvel atende pelos telefones (043) 336.6011 e 995.8076.


