Caçadores matam animal em extinção e acabam presos
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Sid Sauer 
Três homens foram presos anteontem à noite quando estavam caçando numa área de reserva florestal da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, na divisa entre Engenheiro Beltrão e Terra Boa. O lavrador João Batista, o Joãozinho, 42, o mecânico Itamar Alves Ferreira, 44, e sapateiro Gílson Bardini Aristides, o Teco, 31, foram surpreendidos por cinco fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e por dois policiais militares.
O trio estava com uma cateto (porco-do-mato) já abatido. O animal está em extinção no Paraná. Os três foram presos em flagrante e levados para a cadeia de Engenheiro Beltrão. O delegado Batista Ferreira disse ontem que, por se tratar de um animal em extinção, repassou o caso para a Justiça Federal de Maringá. O juiz da 1ª Vara Federal é quem vai decidir se eles têm ou não direito a fiança, explicou. Até o fim da tarde, o trio continuava preso.
O flagrante aconteceu às 18 horas, depois dos fiscais e dos PMs ficarem de campana por cerca de 48 horas. Recebemos uma denúncia anônima de que os três estavam caçando na reserva, conta o chefe do IAP em Campo Mourão, Paulo Tanahaki. O órgão também tem denúncias de que parte dos animais abatidos na região estaria sendo vendida em restaurantes especializados de grandes centros. Ao ver os fiscais, o trio ainda tentou fugir, mas foi capturado.
Junto com os caçadores, a polícia prendeu duas espingardas, sete cartuchos intactos, três cartuchos deflagrados e duas facas. O animal abatido já estava cortado para o consumo. Cada acusado levou uma multa de 5.657,76 Ufirs (R$ 5,5 mil). Segundo o IAP, um dos caçadores, Joãozinho, já foi vigia da reserva da Companhia Melhoramentos, que conta com uma área de mata de cerca de 5 mil hectares em Terra Boa.


