Odair StraliottiExtermínioPromotor e policial observam capivara morta no parque, em Apucarana; pedido de medidas urgentesAPUCARANA - A Promotoria Especial do Meio Ambiente de Apucarana remeteu ofício ontem à Polícia Florestal de Londrina, solicitando providências imediatas para conter a matança de Capivaras no parque Ecológico da Raposa. Nos últimos dias, funcionários da prefeitura, que fazem a guarda do parque, encontraram 5 animais mortos às margens do lago.
A denúncia foi encaminhada pela Sociedade Protetora dos Animais (Soprap). O Parque Ecológico da Raposa é considerado área de preservação permanente. A presidente da Soprap, Jurema Paulicz, argumenta que os guardas do parque não conseguem deter a ação indiscriminada de caçadores. O parque tem 102 alqueires,
‘‘Nós mantivemos contato com a Polícia Florestal de Londrina, mas apesar da boa vontade demonstrada, ficamos frustrados diante da falta de estrutura do órgão’’, comentou a presidente da Soprap. Segundo ela, a Polícia Florestal dispõe de um efetivo de 32 homens para atender uma região com 127 municípios, mas no momento não tem sequer uma única viatura para sair a campo.
Depois de constatar ‘‘in loco’’ a matança das capivaras, acompanhado do secretário municipal de Meio Ambiente, Wagner Moreira, o promotor Luiz Fernando Delazari anunciou que está exigindo medidas urgentes da Polícia Florestal de Londrina. Caso a polícia não tenha condições de agir, Delazari promete pedir ajuda da Secretaria de Segurança Pública.
‘‘A matança de animais silvestres é considerada crime federal inafiançável, e prevê pena de reclusão de até três anos’’, disse Delazari. ‘‘Quem for pego caçando no parque será tratado com o rigor da Lei 7653/88, do Código Penal’’.
O parque ecológico é uma das mais belas e raras áreas verdes do Norte do Estado e fica praticamente dentro da zona urbana de Apucarana. Não dá para admitir a ação inescrupulosa de depredadores.
MatançaAnteontem, o chefe da guarda do parque, Amarildo Rocha, encontrou mais duas capivaras abatidas por caçadores. ‘‘Provavelmente, os caçadores atiram a esmo contra o bando, e depois alguns animais feridos acabam morrendo’’, diz ele.
Os guardas também já encontraram várias armadilhas, que os invasores armam nas trilhas usadas pelas capivaras. ‘‘Às vezes, quando a fiscalização depara com caçadores na mata, ou às margens do lago, acaba sendo recebida à tiros’’, disse Rocha. No parque vive um bando de cerca de 80 capivaras. A população de animais cresceu graças à reprodução de casais levados ao parque em 1988.

mockup