Cento e sessenta e uma máquinas caça-níqueis foram destruídas ontem por determinação da Justiça no depósito da Polícia Civil. A maior parte dos equipamentos foi apreendida nos últimos dois anos. O espaço, no entanto, vai continuar abrigando cerca de mil máquinas cujos processos judiciais estão em andamento.
De acordo com o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, a maioria das apreensões é feita com base em denúncias anônimas. Antes, os principais alvos eram estabelecimentos comerciais como bares e lanchonetes. Atualmente, as casas de jogos ficam escondidas em imóveis de alto padrão. ''Não são mais abertas ao público. Têm clientela selecionada. Isso dificulta, mas não impedem as apreensões'', comentou Barroso.
O depósito da Polícia Civil foi alugado há um ano. O objetivo foi retirar o material apreendido dos pátios das delegacias. Além dos caça-níqueis, o espaço abriga 138 carros e 142 motos. Os veículos foram apreendidos por ser usados para os mais diversos tipos de crime. Nestes casos, o destino decidido pela Justiça, normalmente, são os leilões.
Segundo Barroso, com a falta de espaço no depósito da Justiça, o ''ônus da guarda'' tem ficado com a Polícia Civil. Ele explicou que, nesse caso, a determinação foi pela destruição total dos equipamentos. Mas, segundo o delegado, as entidades assistenciais podem solicitar ao juizado a doação de partes de outros equipamentos, como monitores ou outras peças de computador.
O auxiliar do Cartório Distribuidor do Fórum de Londrina, Iverlei Bueno Morais, explicou que os processos são demorados e grande parte deles é referente ''a uma ou duas máquinas.'' ''Esperamos acumular uma grande quantidade de caças-níqueis para fazer a destruição'', comentou. Antes do final do processo, as máquinas têm de ser preservadas por ser consideradas provas de crime.
A reportagem entrou em contato com o Juizado Especial Criminal (JEC) para obter informações sobre o aproveitamento de partes das máquinas, mas foi informada que os dois juízes do setor estão em férias.
A juíza substituta Zilda Romero explicou que as entidades interessadas podem fazer cadastro junto ao JEC. ''Se houver o pedido para reaproveitamento de peças, vamos analisar essa possibilidade'', garantiu. O telefone do JEC é (43) 3344-4144.

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