Uma operação integrada das polícias Civil e Militar de Londrina começou a apreender anteontem máquinas caça-níqueis de empresas que perderam, na Justiça, a liminar que garantia seu funcionamento. Anteontem, as polícias aprenderam 15 máquinas da empresa Unig e ontem foram recolhidas dez da empresa Diverpar, em vários pontos da cidade. A apreensão foi determinada pelo delegado-geral Leonyl Ribeiro, depois que a Justiça caçou a liminar impetrada pela Associação Paranaense das Empresas de Máquinas de Diversão na Vara de Fazenda Pública, em Curitiba. As máquinas foram levadas para o 4º Distrito Policial.
Segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Gilson Garret Algauer, a estimativa é que existam cerca de 2 mil máquinas caça-níqueis em atividade em Londrina. Destas, 1,6 mil seriam de propriedade da Unig. Nos últimos três meses já foram recolhidas aproximadamente 65 delas. ''O número pode até parecer pequeno, mas é preciso lembrar que a polícia tem outras atividades a desenvolver além da apreensão de máquinas'', justificou.
De acordo com o investigador Francisco de Assis, que coordenou a operação, com a notícia da apreensão muitas empresas começaram a recolher as máquinas dos pontos habituais. ''Elas já estão rareando na cidade'', afirmou. Segundo o delegado-chefe, as apreensões serão diárias.
A Folha tentou entrar em contato com a Unig através do advogado da empresa, João Tavares de Lima Filho, mas ele não retornou às ligações. Nos dois celulares disponíveis para contatos com a empresa, um não atendeu as ligações e outro foi atendido por um homem que se identificou apenas como Isaias. Segundo Isaias, ele apenas presta manutenção às maquinas e não saberia informar nada sobre o assunto. (Colaborou Telma Elorza)

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